IPS abre as portas da Ciência e Tecnologia

  

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Entre os dias 20 e 23 de novembro, o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) abre as suas portas a cerca de 400 estudantes do ensino secundário. Hoje, foi a vez da Escola Superior de Tecnologia (EST), no Barreiro, receber 52 alunos. A FORUM esteve lá e conta-te tudo. 

Assim que deu as boas-vindas aos estudantes, o Diretor da EST/IPS, Pedro Ferreira, deixou um apelo: “Espero que o dia de hoje seja um incentivo para a vossa carreira”. A fechar a sessão de receção, que incluiu uma curta apresentação da escola e do politécnico, foi a Vice-Presidente da EST, Telma Guerra Santos, que deu o mote para os trabalhos que se seguiriam: “o importante, neste dia, é mesmo que coloquem as mãos na massa”. 

A lógica experimental é a tónica da Semana da Ciência e Tecnologia do IPS – iniciativa que cumpre a sua 16.ª edição. Nas várias escolas superiores do Politécnico de Setúbal, 398 estudantes, provenientes de 9 escolas, têm a oportunidade de conhecer melhor o trabalho que é realizado nos cursos desta instituição de ensino superior. Hoje, no Barreiro, a EST preparou cinco estações de trabalho, divididas por áreas afins aos cursos que ministra: Tecnologias do Petróleo, Hidráulica (ligada ao curso Engenharia Civil) e ainda três atividades de Química e Biologia (inseridas no curso Biotecnologia). 

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Ao longo da tarde de hoje, os 52 estudantes, oriundos de duas escolas (Escola Básica e Secundária Alfredo da Silva e Escola Secundária D. João II) passaram pelas várias estações laboratoriais. Para uma das participantes, Bruna Luz, de 18 anos, esta é “uma forma de ter uma perspetiva mais alargada das opções de futuro” e ainda de “poder tirar algumas dúvidas”. A seu lado, Cheila Barreiros, de 18 anos, completa: “para não cairmos de paraquedas no Ensino Superior”. 

Sara Ah Chak, de 17 anos, revela ter ficado interessada na área de Tecnologias do Petróleo: “Fiquei a pensar que poderá ser uma opção para o meu futuro”. “Não sabia que existia e reparei que tem várias saídas profissionais, numa área onde existem grandes empresas nacionais e internacionais”, acrescenta. 

Entre atividades, houve também oportunidade para esclarecer dúvidas mais específicas. Esse foi o caso de Leonor Zorro, de 18 anos. “Quero fazer um Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP), no futuro. Hoje, fiquei a saber mais sobre esta opção, sobretudo quanto á continuidade para licenciatura”, explicou.

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Produzir... interesse
Para o Diretor da EST/IPS, Pedro Ferreira, esta é uma atividade essencial, não apenas numa lógica de promoção das formações deste politécnico, mas “essencialmente, para criar o interesse em áreas fundamentais para o desenvolvimento e inovação do País”.

As condições de acesso a estes cursos, acrescentou, alteradas em 2007 (com a obrigatoriedade de inclusão das disciplinas de Matemática e Física como específicas), ao terem tornado o acesso a estes cursos mais complexo, tornam esta iniciativa especialmente relevante, numa lógica de captação do interesse dos alunos. “Estamos a falar de áreas que não podem ser marginalizadas no Ensino Superior”, reforçou.

Por outro lado, acrescenta o diretor, esta é também uma forma de “mostrar a metodologia de ensino/aprendizagem utilizada [no IPS], que inclui muita prática e trabalho laboratorial”. O resultado, garante, é a preparação dos estudantes para entrar no mercado de trabalho, depois de terminada a licenciatura.

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O Diretor da EST Barreiro, Pedro Ferreira

Este contacto, considera uma das professoras que acompanhou os estudantes, Cátia Carneiro, é também uma forma de complementar o trabalho realizado em sala de aula: “aqui, podem conhecer os tipos de atividades realizadas e o dia a dia dos cursos superiores”.

No mesmo sentido, outra das professoras, Mónica Ribeiro, destaca a possibilidade de contacto com especialistas. “Uma das questões que mais nos colocam é ´para que é que serve?´ ou ´como é que se faz? Hoje, podem contextualizar as matérias aprendidas em sala de aula”, realça, acrescentando: "e é uma mais-valia também para nós, professores". 

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Ao longo da tarde, os visitantes contaram com o apoio de um grupo de estudantes da EST. No contacto com estes alunos do ensino secundário, o estudante de Engenharia Biológica e Química, David Sousa, explica que procura saber as áreas de interesse, antes de “partilhar a experiência [no ensino superior]”. A seu lado, a sua colega de curso, Inês Coimbra, deixa a garantia de que esta tarde é uma amostra representativa: “Estas são mesmo as atividades que fazemos”.