Um referencial para o presente dos alunos

  

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Decorreu hoje, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, a apresentação pública do Referencial de Educação para o Desenvolvimento. Durante a sessão, foi destacada a importância de tornar a educação para a cidadania uma realidade imediata para os alunos. 

O Diretor do Agrupamento de Escolas de Benfica, Manuel Esperança, começou por dar as boas vindas aos presentes, expressando contentamento pelo facto desta escola acolher a sessão de apresentação. Perante o contexto internacional atual, realçou, torna-se cada vez mais importante a sensibilização dos alunos para as questões da cidadania. 

No mesmo painel, o Diretor-Geral da Direção-Geral da Educação, José Vítor Pedroso, realçou o trabalho conjunto que foi realizado por DGE, Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral e Fundação Gonçalo da Silveira, no desenvolvimento deste referencial que, destacou, se assume como uma ferramenta essencial para o trabalho realizado nas escolas. 

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Manuel Esperança (direita) e José Vítor Pedroso (esquerda) durante a sessão de abertura


A abrir o segundo painel, a Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, recordou que o projeto para a elaboração deste referencial nasceu em 2012, numa cooperação entre os ministérios da Educação e dos Negócios Estrangeiros. Ainda sobre a temática da educação para a cidadania nas escolas, Teresa Ribeiro destacou como um exemplo de sucesso um dos projetos da Escola Secundária José Gomes Ferreira – “Jovens Embaixadores do Comércio Justo”. 

Os objetivos e atividades desta iniciativa da foram, de resto, apresentados aos presentes pela professora Ludovina Moreira. Criado em 2015, com parcerias internacionais e o apoio de CIDAC e do Eramus+, o projeto “Jovens Embaixadores do Comércio Justo” tem dinamizado debates, workshops, ações e visitas de estudo que procuram sensibilizar os jovens e a comunidade em geral para a necessidade de transformação das relações económicas desiguais, fomentando a participação na construção de alternativas. Ludovina Moreira destacou o trabalho conjunto realizado por 6 professores e 21 jovens embaixadores.

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A professora Ludovina Moreira (direita) e dois jovens embaixadores para o comércio justo

Presente na assistência, uma das jovens embaixadoras do Comércio Justo, Maria Veiga, de 16 anos, explicou à Forum Estudante que este projeto procura “defender os interesses dos produtores que, muitas vezes, vivem em condições miseráveis”. Foi durante uma aula que conheceu a iniciativa e, “devido ao seu carácter social”, decidiu participar. Acabaria por ser surpreendida pelas condições de muitos produtores o que a leva a garantir: “enquanto embaixadores desta causa, temos, hoje em dia, um papel cada vez mais importante”. 

Ainda durante o segundo painel – intitulado “A Educação para o Desenvolvimento como dimensão da Educação para a Cidadania” – o Secretário de Estado da Educação, João Costa, realçou a importância de fazer da educação para o desenvolvimento uma realidade imediata no percurso escolar dos alunos. “A fase da sensibilização já passou”, explicou. Por outro lado, destacou, o facto de, muitas vezes, a temática da educação para a cidadania ser vista como “transversal a todas as áreas”, faz com que não tenha uma real presença nas salas de aula. Por essa razão, concluiu João Costa, este referencial será uma ferramenta estruturante para todos os atores do sistema de educação e formação. 

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O Secretário de Estado da Educação, João Costa, e a Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro.

Seguiu-se uma breve apresentação do referencial, já disponível online, conduzida por Maria José Neves, da Direção-Geral da Educação. A oradora destacou o facto de este referencial ser transversal a todas as etapas do percurso educativo – do pré-escolas ao ensino secundário. Por essa razão, explicou, o referencial integra uma “complexificação crescente” dos conceitos que integram a educação para cidadania. Por outro lado, explicou, este referencial não será vinculativo e contempla um conjunto de recomendações flexíveis às necessidades e critérios dos educadores. 

 

 

 

 

 

Um referencial para o presente dos alunos           

Decorreu hoje, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, a apresentação pública do Referencial de Educação para o Desenvolvimento. Durante a sessão, foi destacada a importância de fazer da educação para a cidadania uma realidade imediata para os alunos.

O Diretor do Agrupamento de Escolas de Benfica, Manuel Esperança, começou por dar as boas vindas aos presentes, expressando contentamento pelo facto desta escola acolher esta sessão. Perante o contexto internacional atual, realçou, torna-se cada vez mais importante a sensibilização dos alunos para as questões da cidadania.

No mesmo painel, o Diretor-Geral da Direção-Geral da Educação, José Vítor Pedroso realçou o trabalho conjunto que foi realizado por DGE, Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral e a Fundação Gonçalo da Silveira. Este referencial, destacou, é uma ferramenta essencial para o trabalho realizado nas escolas.

A abrir o segundo painel, a Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, recordou que o projeto para este referencial nasceu em 2012, numa cooperação entre os ministérios da Educação e dos Negócios Estrangeiros. Ainda sobre a temática da educação para a cidadania nas escolas, Teresa Ribeiro destacou como um exemplo de sucesso um dos projetos da Escola Secundária José Gomes Ferreira – “Jovens Embaixadores do Comércio Justo”.

Os objetivos e atividades desta iniciativa foram, de resto, apresentados aos presentes pela professora que coordena estes trabalhos. Criado em 2015, com parcerias internacionais e o apoio de CIDAC e do Eramus+, o projeto “Jovens Embaixadores do Comércio Justo” tem realizado diversos debates, workshops e visitas de estudo que procuram sensibilizar os jovens e a comunidade em geral para a necessidade de transformação das relações económicas desiguais, fomentando a participação na construção de alternativas. 

Presente na assistência, uma das jovens embaixadoras do Comércio Justo, Maria Veiga, de 16 anos, explicou à Forum que este projeto procura “defender os interesses dos produtores que, muitas vezes, vivem em condições miseráveis”. Foi durante uma aula que conheceu a iniciativa e, “devido ao seu carácter social”, decidiu participar. Acabaria por ser surpreendida pelas condições de muitos produtores o que a leva a garantir: “temos, hoje, um papel cada vez mais importante”.

No mesmo painel – intitulado “A Educação para o Desenvolvimento como dimensão da Educação para a Cidadania” – o Secretário de Estado da Educação, João Costa, realçou a importância de fazer da educação para o desenvolvimento uma realidade imediata no percurso escolar dos alunos. “A fase da sensibilização já passou”, explicou. Por outro lado, destacou, o facto de, muitas vezes, a temática da educação para a cidadania ser vista como “transversal a todas as áreas”, faz com que não tenha uma real presença nas salas de aula. Por essa razão, concluiu João Costa, este referencial será uma ferramenta estrutural para todos os atores do sistema de educação e formação.

Seguiu-se uma breve apresentação do referencial, já disponível online, conduzida por Maria José Neves, da Direção-Geral da Educação. A oradora destacou o facto de este referencial ser transversal a todas as etapas do percurso educativo – do pré-escolas ao ensino secundário. Por essa razão, explicou, o referencial integra uma “complexificação crescente” dos conceitos que integram a educação para cidadania. Por outro lado, explicou, este referencial não será vinculativo e contempla um conjunto de recomendações flexíveis às necessidades e critérios dos educadores.