SportsWeek: quem ri primeiro, ri melhor

  

 

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O terceiro dia da Semana do Desporto arrancou com uma sessão de yoga do riso e terminou com um workshop de comida saudável. Pelo meio, artes marciais, mergulhos e muito mais.

Deitados lado a lado, os cinquenta participantes da SportsWeek começaram por ter um único objetivo: rir. Conforme explicou a técnica superior da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Maria João Madeira, a “gargalhada muda o foco do problema para a solução”. Por essa razão, o objetivo do yoga do riso – que os participantes da Semana do Desporto praticaram no início do dia – serve para “não focar tanto as questões negativas”. 

As razões, acrescentou Maria João Madeira, são são de duas ordens. Se, por um lado, o riso “espoleta a libertação de hormonas que relaxam o organismo e aumenta a oxigenação”, por outro, há também “uma parte psicológica, ao dar uma grande força”.

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Às gerações mais jovens, ressalvou, cabe “viver a vida desta forma – com o foco nas emoções positivas”. “É importante que pensem a forma como olham para a sua vida”, concluiu.

Karaté, Saúde e Investigação
O desafio que se seguiu chegou em dose tripla. Divididos em três grupos, os estudantes passaram por diversas estações: de um workshop de karaté, a uma sessão sobre investigação científica em desporto, passando por uma aula sobre suporte básico de vida.

Nos tapetes do pavilhão da ESDRM, um dos grupos começou por se iniciar ao mundo das artes marciais. O professor responsável pela ação explicou que uma das componentes mais importantes passa pela passagem “da descontração para a ação rápida”.

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Depois de treinarem alguns dos movimentos básicos, foi ainda explicada outra dos princípios fundadores “do espírito das artes marciais”: “não devemos fugir”, virando costas ao adversário. Antes, “devemos perceber o alcance e controlar os movimentos”.

Noutra das salas da ESDRM, os estudantes puderam ficar a conhecer os resultados da investigação científica realizada nesta escola superior. O docente Rafael Miranda realçou que esta experimentação seria conduzida através da interação com diversos equipamentos.

Os dispositivos são resultado do trabalho de investigação científica realizado na ESDRM, assente em quatro unidades curriculares: fisiologia do esforço; avaliação e prescrição de atividades físicas; cardiofitness e treino de força, bem como avaliação e controlo de treino.

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Já no workshop de Suporte Básico de Vida os 50 participantes da Semana do Desporto puderam “praticar todos os passos do suporte básico de vida”, destacou um dos alunos da Escola de Enfermagem do Politécnico de Santarém que dinamizou a sessão.

Para que a formação fosse mais completa, o procedimento seria interrompido em três situações simuladas: chegada da ambulância, recuperação dos sentidos por parte da vítima e ainda cansaço de quem pratica as técnicas de SBV. “Isto cansa muito – fazer 20 a 30 minutos de SBV envolve um grande esforço físico a que não estão habituados”, explicou outro dos estudantes de enfermagem.

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Na lista de todos os passos, destaca-se a primeira regra: “manter sempre as condições de segurança”. Conforme relembraram os oradores, é importante ter em conta que não nos devemos colocar em risco, quando tentamos ajudar ou salvar uma vítima.

A meio da tarde, seguiu-se uma visita às Piscinas Municipais de Rio Maior, onde os cinquenta participantes da SportsWeek puderam encontrar uma nova forma de atividade desportiva e de relaxamento.

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Alimentação saudável
Para depois de jantar, ficou reservado workshop dinamizado pela estudante da ESDMR, Marta Simões. O objetivo, esclareceu, passou por “alertar para uma alimentação mais limpa de químicos e sem produtos industrializados”.

Durante esta sessão, foi possível fazer diversos tipos de receitas integradas na cozinha paleolítica – uma alimentação “livre de químcos, sem glúten, sem açucar ou produtos processados”, esclareceu Marta Simões. Assim, durante cerca de hora e meia os estudantes puderam cozinhar receitas como quiches de batata doce, waffles de alfarroba, pão de espinafres, gelado de banana ou manteiga de âmendoa.

Para a também autora do blog “Na Caverna da Marta”, a geração a que pertencem os participantes da Semana do Desporto é “mais sensível a questões de saúde, bem-estar e imagem”. Por outro lado, possuem “mecanismos de alerta diferentes”, uma vez que a informação sobre alimentação “lhes chega muito rapidamente”.

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