Leiria-In #1: a Semana da Indústria entrou em funcionamento

  

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No primeiro dia da Semana da Indústria, os cinquenta participantes puderam ficar a conhecer melhor a cidade e região de Leiria, bem como o seu património histórico e cultural.

Telmo Monteiro falou à Forum segundos depois de receber a t-shirt branca que envergará, durante os próximos cinco dias. Vindo do Porto, o estudante conheceu as Academias Forum Estudante durante a Qualifica, em Matosinhos. “Cheguei a casa e inscrevi-me nas academias que me interessavam mais”, revela. 

Uma das escolhidas foi a Semana da Indústria. Selecionado para a edição de 2017 do Leiria-In, Telmo, de 16 anos, considera esta semana uma oportunidade para fazer novos conhecimentos e aprendizagens: “quero seguir engenharia física ou biologia – isso quer dizer que, no futuro, posso vir a trabalhar numa fábrica. Este primeiro contacto com a indústria pode ser importante”.

Telmo é um dos cinquenta estudantes do ensino secundário que, hoje, se reuniram em Leiria. O objetivo, durante os próximos dias, é fazer “uma viagem por dentro da indústria”, com visitas a 22 empresas, um centro de investigação e diversas escolas superiores. Tudo isto, de forma a estar “na vanguarda da tecnologia”, garante a organização.

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Sessão de lançamento da Leiria-In 2017 decorreu no NERLEI (Núcleo Empresarial da Região de Leiria)

Na sessão de acolhimento aos participantes, o Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa, relembrou que, contando com esta quarta edição, “são já 200 estudantes do ensino secundário que passaram pelo Leiria-In”. Depois de esta experiência, acrescentou, pretende-se que estes alunos “sejam embaixadores de Leiria, do Politécnico de Leiria, das empresas e da região”. 

No lançamento da semana, estiveram também presentes representantes dos principais parceiros da Semana da Indústria. Para além de Rui Pedrosa, marcaram presença Jorge Santos (NERLEI), Anabela Graça (Câmara Municipal de Leiria), Cidália Ferreira (Câmara Muncipal da Marinha Grande) e Manuel Oliveira (CEFAMOL).

Todos os intervenientes deixaram o mesmo conselho aos participantes – aproveitar esta “oportunidade única”. Como tal, deverão, durante o contacto com as diferentes vertentes do setor industrial, ser curiosos e não ter receio de colocar as suas dúvidas.

Conhecer a cidade e a região
No acolhimento dos participantes, foi ainda destacada a importância de dar a conhecer o património da região de Leiria. Nesse sentido, essa é uma das componentes do programa de atividades da Leiria-In, com o primeiro dia a ser reservado ao conhecimento da história e cultura da cidade e região. 

Depois de uma visita ao Castelo de Leiria, os participantes cruzaram a cidade até à Praça Rodrigues Lobo, onde uma colaboradora da Biblioteca de Leiria detalhou a história do local, recordando as suas ligações ao mundo da literatura, das quais se destaca a descrição em O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós. Foram também destacados alguns dos poemas de Francisco Rodrigues Lobo – poeta que dá nome à praça e é também conhecido como “o cantor do Lis”.

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Depois da Praça Rodrigues Lobo (cima), passagem pela exposição-roteiro "ReBelDes" que homenageia os artistas leirienses Sérgio Luiz e Güy Manuel (baixo)

Seguiu-se uma viagem até ao Museu de Leiria, onde uma nova jornada aguardava os visitantes. Esta, contudo, começaria há 152 milhões de anos. O primeiro contacto com “um dos patrimónios universais” contidos no Museu, como explicou o técnico dos serviços de educação do Museu de Leiria, Mário Coelho, foi com alguns dos vestígios do período Jurássico que foram encontrados na mina de carvão da Guimarota.

A viagem prosseguiu depois pela história do Castelo de Leiria, por vestígios romanos e pela arte sacra. De acordo com Mário Coelho, o Museu de Leiria cumpre uma “dupla recuperação do património”, desde a sua abertura, há cerca de 10 anos. Se, por um lado, “aproximou os leirienses do património histórico da região”, consistiu também na recuperação do próprio local onde se insere – o Convento de Santo Agostinho, construído em 1577.

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A fechar, tempo para um concerto no Jardim de Santo Agostinho, onde um grupo de jovens músicos presentou os participantes com a interpretação de alguns temas como Feeling Good, I’m Still Loving You, Final Countdown ou Gimme, Gimme, Gimme. Foi a saxofonista da grupo, Inês Lameiras, que explicou à Forum o nascimento do projeto. “Tudo começou como uma brincadeira”, revela, sendo que, agora, “o objetivo é continuar e ter mais sucesso”. 

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A grande maioria do grupo já tocava em conjunto na Banda Filarmónica de Marrazes e, depois da adição de um baterista da Banda Filarmónica de Arrabal, começaram os primeiros concertos. Os comentário, garante Inês Lameiras, “têm sido muito positivos”. “Isso deixa-nos bastante entusiasmados”, conclui.