As Berlengas de alto a baixo

  

 

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No quarto dia da Semana Tanto Mar, o arquipélago das Berlengas foi o palco de todas as atividades.

Quando iniciou a sua explicação sobre os cuidados a ter na prática do mergulho, o formador da Haliotis começou por descansar os participantes. Ainda que existam várias regras importantes a cumprir, “esta é uma atividade bastante segura". "O mais importante é que consigam relaxar e que se divirtam”. 

Relativamente às regras, a mais importante, acrescentou, “è nunca parar de respirar”. Lenta e profundamente, os praticantes devem inalar o ar presente nas botijas. A única preocupação deve passar pelo equilíbrio da pressão interna (nos ouvidos e pulmões), algo que se realiza facilmente, com recurso a algumas técnicas específicas. “Vai ser um mergulho fácil, só vão ter de respirar, dar à barbatana e ver o que existe no fundo do mar”.

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Divididos em equipas, os participantes da Semana Tanto Mar revezaram-se nos diferentes turnos de mergulho, conhecendo, à vez, as riquezas escondidas no fundo dos oceanos. Para comunicar com os técnicos da Haliotis que acompanharam todas as atividades, foi também necessário aprender alguns gestos que significam frases como “está tudo bem”, “há um problema”, “vamos subir” ou “vamos descer”.

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A visita às Berlengas não estaria completa sem a passagem pela sua diversidade natural. O vigilante da natureza, Paulo Crisóstomo, foi o guia dos cinquenta participantes da Tanto Mar, mostrando alguns dos recantos escondidos da ilha. Depois de uma passagem pelo Bairro dos Pescadores e pelo Centro de Visitantes, seguiu-se uma visita a um ninho de cagarra e ao Farol da Berlenga.

O objetivo, explicou Paulo Crisóstomo, é que os estudantes possam conhecer também o trabalho realizado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente o projeto Life Berlengas – projeto que procura o equilíbrio dos ecossistemas, através do controlo das populações de ratos e coelhos; a recuperação dos trilhos e da sinalética locais. “Uma ilha é um ambiente fechado, onde tudo é mais vulnerável”. Um exemplo passa pela ação de controlo da população de ratos na ilha da Berlenga Grande, que poderá, a curto-prazo, permitir a nidificação do painho-da-madeira.

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Na visita ao Farol, os participantes foram recebidos pelo faroleiro Nuno Amorim, que explicou aos participantes o modo de funcionamento desta estrutura. Se hoje o Farol da Berlenga funciona com recurso a energia solar, no século XIX, altura da sua construção, era alimentado a azeite e, mais tarde, a gás, explicou.

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No topo do farol, a 29 metros de altura, os participantes da Semana Tanto Mar puderam observar a ilha na sua totalidade e compreender a organização do sistema nacional de faróis. A luz emitida tem um alcance de 25 quilómetros, cruzando luzes com os faróis do Cabo da Roca e de São Pedro de Moel. Este cruzamento de luzes, ao ser praticado por faróis de norte a sul do país, garante que qualquer embarcação tenha um ponto de referência na costa portuguesa.

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Depois do regresso, os participantes acertaram os últimos detalhes das apresentações que integrarão a Gala Tanto Mar, na noite de amanhã.