IPStartupWeek #3: empreendedorismo de boa saúde

  

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Mais um dia de atividades no Politécnico de Setúbal: a saúde e o marketing estiveram em destaque.

Durante alguns minutos, a sala de acupuntura da Escola Superior de Saúde do IPS tornou-se duplamente oriental. Enquanto os participantes da IPStartupWeek conheciam algumas técnicas desta forma de medicina tradicional chinesa, uma comitiva da Universidade de Tiajin, na China, entrava na sala.

Durante a visita, o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, explicou que esta área era uma aposta recente, com a inclusão, em setembro passado, da licenciatura em acupuntura na oferta formativa, após a validação da agência de acreditação A3ES. Com a duração de quatro anos, esta formação conta atualmente com 30 estudantes.

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Foi um dos docentes da licenciatura, Jorge Maia, que recebeu os estudantes e explicou alguns dos conceitos básicos: do conceito de “chi” à ideia de equilíbrio presente no icónico Yin e Yang. No início do milénio, explicou, a Organização Mundial de Saúde “reconheceu que esta medicina pode melhorar a qualidade de vida” e ajudar a tratar quase 200 patologias.

As diferenças para a medicina convencional são várias e começam na própria interpretação dos sinais oferecidos pelo corpo. Colocar uma agulha – “que são nossas amigas”, destacou Jorge Maia – é, por exemplo, “agir em termos locais e em termos distantes”. É possível, por exemplo, tratar uma dor de cabeça, com recurso a uma agulha no pé.

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As agulhas, por sua vez, são apenas a face mais visível da acupuntura. Outros elementos e ferramentas integram esta ciência. O recurso a plantas, dietética ou massagens fazem também parte do dia-a-dia de um acupuntor. Em comum, existe uma metodologia: “utilizamos a observação e palpação, por exemplo, para retirar informções”, aplicando “uma lógica simples que resulta”, realçou Jorge Maia. .

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O balanço do primeiro ano de atividade da licenciatura, realçou o docente, é “muito positivo”, com os estudantes a evidenciarem “grande interesse e dedicação”. “Esta é uma área emergente e, durante próximos anos, será cada vez mais vista como uma forma de tratamento”, concluiu.

Durante esta manhã, os participantes ficaram a conhecer algumas destas técnicas, experimentando mesmo a auricoloterapia, com a colagem de adesivos naturais na parte interior da orelha. A escolha, explicou Jorge Maia, prendeu-se com o facto de esta ser “uma técnica não invasiva” que possibilita “o contacto e a dinâmica de grupo”.


Laboratório de empreendedores
O que move um empreendedor? Segundo destacou o docente do IPS, Fernando Valente, a resposta é mais complexa do que apenas lucro. A atividade empreendedora estabelece-se a partir de um desejo de independência e, no seu crescimento, há um elemento fundamental para levar em conta: a paixão.

A resposta do docente do IPS foi partilhada com o estudantes durante a atividade da tarde – o EmpreendLab. O desafio apresentado aos estudantes foi simples: a partir de uma visita a alguns dos laboratórios da escola construir uma imagem, pintando uma t-shirt que apresenta e “venda” a marca. As equipas visitaram o Laboratórios de Química e Ambiente, o Laboratório de Mobilidade, o Laboratório de Tecnologias Avançadas de Produção e o Laboratório de Instrumentação e Medida.

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Antes, a palestra de Fernando Valente incidiu sobre as principais motivações e medos associados à atividade empreendedora, bem como algumas características do processo criativo ou do trabalho em equipa.

Os conselhos aplicavam-se especificamente à tarefa que aguardava os estudantes, nomeadamente do ponto de vista da organização das equipas. “Há sempre qualquer que podemos oferecer ao projeto – utilizem os recursos que vos são disponibilizados e a vossa criatividade”, realçou, concluindo: “Está nas vossa mãos”.

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Os resultados foram depois apresentados a um júri. Inspirados na frase “Hoje estou Elétrico”, os estudantes da equipa verde ligaram a área da Eletrotecnia e Eletrónica a valores como energia, dinamismo e paixão. A equipa azul, partindo da Engenharia Mecânica, criou uma imagem onde as chamas e faíscas ofereciam dinamismo. Baseando-se na visita ao Laboratório de Instrumentação e Medida, a equipa branca destacou a complexidade e o valor tecnólgico da área. Por fim, os grandes vencedores: a equipa vermelha, que associou a área de Química e Ambiente a imagens ligadas à praia e natureza.

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Tens o factor “E”?
Ainda durante a tarde, os participantes participaram numa atividade dinamizada pela Unidade de Apoio à Investigação e Desenvolvimento do IPS – o “Sabes se tens o factor E?”. A dinâmica baseia-se no teste de Riasec, um método de exame vocacional que ajuda a escolher profissões.

Os estudantes começaram por escolher um perfil que mais se adequasse às suas características, entre “Realistas”, “Intelectuais”, “Artistas”, “Sociais”, “Empreendedores” e “Convencionais”. Depois, foram apresentadas algumas saídas profssionais associadas.

Escolher ou não o grupo dos “empreendedores”, realçaram as reponsáveis do UAID, não permite conclusõs definitivas, uma vez que, “se não existir o factor E, ele pode estar apenas adormecido” e poderá surgir no futuro. A atividade terminou com novo desafio: encontrar formas inovadoras de reduzir a produção e estimular a reutilização de plástico e materiais eletrónicos.

A fechar o dia, a Associação Académica do Politécnico de Setúbal organizou uma sunset party, onde, entre danças e matraquilhos, não faltou sequer… uma espécie de chuva.

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