Afinal, os jovens estão a ler mais

  

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É usual ouvir as frases “a juventude está afastada da leitura” ou “esta geração já não lê”. Contudo, as evidências apontam noutra direção. 

Quando, há 10 anos atrás, Cristopher Hitchens escreveu a crítica do livro Harry Potter e os Talismãs da Morte, para o jornal americano New York Times, o jornalista salientou o título do último capítulo – “19 anos depois”: “19 anos depois, e provavelmente muitas décadas mais tarde, existirão ainda milhões de adultos que recordarão a sua iniciação à literatura como um pequeno toque de Harry durante a noite”.

Com esta frase, Hitchens procurou realçar a forma como a literatura juvenil representa, muitas vezes, uma mera iniciação à leitura e à descoberta do prazer que dela se pode retirar. E os estudos parecem demonstrar que, ao contrário do que muitas vezes se acredita, os jovens continuam a encontrar e cultivar esse gosto. 

Como relembra um estudo da editora McSweeney’s, a perceção de que os jovens liam muito mais há 20 anos existe. “Isto, obviamente, não é verdade”, ressalvam. Os autores recordam que, a nível mundial, segundo a UNESCO, a faixa etária entre os 15 e os 24 anos é que tem maior grau de literacia. 

Por outro lado, sagas como Harry Potter ou Crepúsculo – com milhares de milhões de livros vendidos em todo o Mundo – “popularizaram” a leitura. Como afirma Motoko Rich, no New York Times, o sucesso desta saga “fez com que fosse mais fácil, para uma criança que pensava que ler era para ‘cromos’, pegar num livro”. 

Uma investigação de 2010 da Scholastic, por exemplo, demonstra que 62% das crianças entre os 9 e os 11 revela ler para “ser inspirado por histórias e personagens”. De igual forma, o relatório “Os Estudantes e a Leitura”, da autoria do Ministério da Educação, revela que 24% dos alunos do secundário dizem “gostar muito de ler” e que 5% são mesmo “viciados em leitura”. 

No artigo "Os jovens estão a ler mais do que pensa", Hannah Withers e Lauren Ross concluem mesmo que “estamos a presenciar um renascimento do género literário para jovens adultos”. A aposta das editoras neste segmento reforça uma conclusão inevitável, garantem: “hoje em dia, ler é uma parte de se ser um jovem adulto”. 

 

 

 

 

 

 

 

Afinal, os jovens estão a ler mais

É usual ouvir as frases “a juventude está afastada da leitura” ou “esta geração já não lê”. Contudo, as evidências apontam noutra direção.

Quando, há 10 anos atrás, Cristopher Hitchens escreveu a crítica do livro Harry Potter e os Talismãs da Morte, para o jornal americano New York Times, o jornalista salientou o título do último capítulo – “19 anos depois”: “19 anos depois, e provavelmente muitas décadas mais tarde, existirão ainda milhões de adultos que recordarão a sua iniciação à literatura como um pequeno toque de Harry durante a noite”.

Com esta frase, Hitchens procurou realçar a forma como a literatura juvenil representa, muitas vezes, uma mera iniciação à leitura e à descoberta do prazer que dela se pode retirar. E os estudos parecem demonstrar que, ao contrário do que muitas vezes se acredita, os jovens continuam a encontrar e cultivar esse gosto.

Como relembra um estudo da editora McSweeney’s, a perceção de que os jovens liam muito mais há 20 anos existe. “Isto, obviamente, não é verdade”, ressalvam. Os autores recordam que, a nível mundial, segundo a UNESCO, a faixa etária entre os 15 e os 24 anos é que tem maior grau de literacia.

Por outro lado, sagas como Harry Potter ou Crepúsculo – com milhares de milhões de livros vendidos em todo o Mundo – “popularizaram” a leitura. Como afirma Motoko Rich, no New York Times, o sucesso desta saga “fez com que fosse mais fácil, para uma criança que pensava que ler era para ‘cromos’, pegar num livro”.

Uma investigação de 2010 da Scholastic, por exemplo, demonstra que 62% das crianças entre os 9 e os 11 revela ler para “ser inspirado por histórias e personagens”. De igual forma, o relatório “Os Estudantes e a Leitura”, da autoria do Ministério da Educação, revela que 24% dos alunos do secundário dizem “gostar muito de ler” e que 5% são mesmo “viciados em leitura”.

No artigo Os jovens estão a ler mais do que pensa, Hannah Withers e Lauren Ross concluem mesmo que “estamos a presenciar um renascimento do género literário para jovens adultos”. A aposta das editoras neste segmento reforça uma conclusão inevitável, garantem: “hoje em dia, ler é uma parte de se ser um jovem adulto”.

 

O LIVRO QUE TRAGO NA MOCHILA

 

Neste momento estou a reler "A Glória dos Traidores", o livro VI de "As Crónicas de Gelo e Fogo", escrito por George R. R. Martin. É uma obra de fantasia épica com uma intensa trama política, intrigas e jogos de poder, e contada segundo os pontos de vista (muitas vezes opostos) das várias personagens principais. A razão que me levou a pegar nestes livros pela primeira vez foi tratar-se de uma obra de fantasia, género que adoro e também a recomendação de uma amiga. Quando terminar a coleção, gostava de ler algo de Kafka, que é daqueles autores que estou para ler há algum tempo, mas em que nunca peguei.

Maria Marques Portela, Braga