Nova SBE ensina a nadar com "Tubarões"!

  

SharkTank

O Shark Tank Portugal vai arrancar no início de 2015, e será uma montra de projetos e ideias made in Portugal. Esta será com certeza uma grande oportunidade para alguns empreendedores portugueses verem arrancar ou acelerar os seus negócios.

Mas para chegar ao programa, há caminho a percorrer. Nesta temporada, das muitas candidaturas recebidas apenas 100 terão oportunidade de se apresentar diante dos Tubarões, pelo que a seleção será criteriosa. E para que estes 100 selecionados possam ter sucesso na sua apresentação e consigam convencer os Tubarões, muito contribui a equipa da Nova SBE, que foi escolhida pelo Shark Tank para fazer a preparação e formação dos candidatos, antes de estes serem largados no "Tank"
A Forum Estudante falou com o Professor Daniel Traça, Diretor Adjunto da Nova SBE, para perceber o papel da Faculdade neste programa.

RollupSharkTank peqForum Estudante: Qual o papel da Nova SBE no Shark Tank?
Daniel Traça: A Nova School of Business and Economics (Nova SBE) foi a Escola de Economia e Gestão que a produtora do prestigiado programa Shark Tank escolheu como Knowledge Partner. A Nova SBE vai garantir a qualidade e equidade do processo de seleção bem como a preparação dos 100 escolhidos, entre centenas de candidaturas, para enfrentar o escrutínio dos Tubarões.
O programa necessitava de um parceiro que reunisse reconhecimento internacional e know how na área de empreendedorismo e de gestão para assegurar o potencial de sucesso dos projetos a apresentar aos Tubarões: uma ideia original, uma estrutura de gestão eficaz e um plano de negócio credível.
A Universidade Nova de Lisboa foi distinguida recentemente como a Universidade que mais apoia o empreendedorismo em Portugal. Por seu lado, a comunidade Nova SBE, e estou a pensar em professores e em antigos/atuais alunos é frequentemente referenciada como das mais empreendedoras. Basta pensar que 40 por cento dos nossos estudantes desenvolvem carreiras internacionais bastante bem sucedidas e que todos estão a trabalhar seis meses após concluírem os seus mestrados. Já para não referir o projeto do novo Campus de Carcavelos em que, pela primeira vez, uma faculdade pública desenvolveu de raiz uma estratégia de crescimento, assumindo os riscos do seu financiamento.
Esta parceria com o Programa Shark Tank enquadra-se assim naturalmente no espírito das iniciativas da Nova SBE e vai permitir, por um lado, viabilizar os projetos de maior qualidade a concurso, dotando os empreendedores das melhores ferramentas bem como do conhecimento necessário ao sucesso. Por outro lado, gostaríamos também de poder ajudar a afirmar no país este processo de mudança de mentalidades, impulsionando a capacidade de iniciativa dos portugueses e contribuindo para que muitos consigam realizar os seus sonhos.

FE: Como vai ser o processo de formação dos candidatos?
DT: Estamos a planear um workshop que terá como objetivo dotar os candidatos de conhecimentos técnicos indispensáveis à apresentação eficaz dos projetos aos Tubarões bem como ao lançamento, desenvolvimento e consolidação de um projeto de negócio. Contamos com a experiência e o conhecimento dos nossos professores bem como de antigos alunos empreendedores que já criaram e desenvolveram negócios de referência em diferentes sectores.
Os candidatos terão a oportunidade de discutir casos concretos e de testar os conhecimentos adquiridos na área de gestão, finanças, marketing e negociação aplicando-os ao seu projeto. Posteriormente, os melhores projetos avaliados pelos Tubarões deverão ainda poder contar, numa segunda fase, com a consultoria da Nova SBE.

FE: O que pode trazer um programa como o Shark Tank ao empreendedorismo em Portugal?
DT: Um programa como o Shark Tank vai com certeza ajudar a impulsionar a capacidade de iniciativa dos portugueses bem como a sua criatividade, demonstrando que todos podem ser empreendedores e que existe muito talento escondido no país. Além disso, acredito que muito portugueses vão transformar-se em Tubarões ferozes, aprendendo com o programa a desenvolver um olhar crítico e a ter consciência das ferramentas essenciais à viabilidade dos projetos.