Como posso financiar a minha entrada no Ensino Superior?

  

 

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Para perceber quais as soluções para os jovens portugueses com menores possibilidades económicas para prosseguir estudos, consulta uma análise às opções de crédito oferecidas em Portugal.

Uma das causas para o não prosseguimento de estudos a nível superior é a falta de capacidade financeira por parte dos estudantes ou dos seus responsáveis de educação. Prova disso mesmo é o aumento de 7% no número de pedidos de bolsa de estudo registado no presente ano letivo – e o maior valor registado nos últimos cinco anos – segundo os dados divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior.

Esta mesma falta de financiamento para estudar é também agravada pelo facto da linha de crédito do Estado Português se encontrar neste momento desativada. Embora exista a indicação de que esta linha deverá ser reaberta no futuro, não existe ainda, no entanto, data anunciada para a reativação.

Neste contexto, uma das alternativas passa pelo recurso ao financiamento através de entidades privadas – tais como bancos e instituições de crédito. Por essa razão, o portal ComparaJá.pt analisou em exclusivo para a Forum Estudante o mercado de crédito especializado para formação. Havendo recurso a este tipo de financiamento “é muito importante que este seja feito de forma responsável, informada e sem colocar em risco o futuro financeiro dos estudantes”, explica este portal.

Também o Banco de Portugal, no seu site, realça que a contratação de um crédito exige "uma análise cuidada das características do produto. Escolher o tipo de crédito mais adequado é importante, pois existem diferenças significativas de condições e custos".

De igual forma, o banco central português salienta que o cliente bancário "tem direito a ser informado de forma clara e completa sobre as características do crédito que pretende contratar, em momento anterior ao da própria contratação, nomeadamente através da entrega pela instituição de crédito da Ficha de Informação Normalizada (FIN)". Para mais informações, poderás consultar o Portal do Cliente Bancário em http://clientebancario.bportugal.pt/pt-PT/Credito/Paginas/default.aspx

 

O que é o Crédito para Formação?
O Crédito para Formação é um tipo de crédito pessoal com características específicas para os estudantes. Por essa razão, serve para pagamento de propinas, despesas gerais com a educação (alojamento, etc.) e ainda computadores e materiais de estudo. O crédito para formação difere dos outros tipos de crédito pessoal nalgumas características importantes.

Uma destas características, destaca o Portal ComparaJá.pt, é o período de carência, que poderá ser requisitado. Nesta modalidade, apenas é devido pagamento dos juros do crédito, não existindo qualquer amortização de valor total do empréstimo. Esta é uma opção que torna a mensalidade mais comportável para quem escolhe estudar full-time sem trabalhar, por exemplo.

Relativamente aos prazos e montantes, estes diferem também relativamente aos créditos pessoais regulares: no mercado português, consegue-se encontrar um prazo mínimo de 12 meses e um máximo de 192 meses (16 anos), sendo que normalmente no crédito pessoal o prazo máximo é de 120 meses.

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Já os montantes disponíveis são também mais elevados do que normalmente seria encontrado no crédito pessoal, sendo o valor máximo disponível de 75.000€ e mínimo de 1.000€. O recurso ao crédito para formação tem ainda especificidades relativamente à forma como o financiamento é disponibilizado: este poderá ser feita de forma total e numa só vez, ou via tranches, que serão entregues ao longo do período estabelecido.

É necessário ter ainda em atenção uma das mais importantes características a ter em conta: as condições destes créditos que por vezes poderão mudar. Algumas instituições atribuem bonificações às taxas que estão dependentes da performance do estudante. Ou seja, a passagem a todas as cadeiras num dado semestre ou uma média em todas as disciplinas acima de um certo valor podem ser colocadas como condições nas ofertas de crédito.

Havendo incumprimento destas condições, o banco poderá subir a taxa a que o empréstimo se encontra sujeito ou até mesmo cancelar um período de carência em vigor, iniciando-se o período de amortização do empréstimo.

 

Quais são as condições para obter um Crédito Formação?
Antes de mais, se estiveres interessado em contrair um empréstimo, deves informar-te sobre alguns indicadores financeiros que serão fundamentais para que compreendas o que te é proposto.

A Taxa Anual Efetiva Geral ou TAEG (um indicador que inclui encargos com juros, despesas, comissões e custos acrescidos) ou o Montante Total Imputado ao Consumidor ou MTIC (que indica o custo total do crédito no final do período contratado) são as melhores formas de comparares as tuas opções e perceberes o real impacto da obtenção de crédito.

É importante relembrar que a eventual necessidade de apresentar fiadores será negociada pelo banco caso a caso e que, como em qualquer crédito, existe um processo de avaliação do pedido em que se verifica a capacidade para reembolso dos titulares.

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Como devo calcular o valor necessário de financiamento?
O cálculo do valor total de financiamento que será necessário solicitar é fundamental. Por um lado, para poderes obter simulações exatas e tomar decisões informadas de acordo com as ofertas recolhidas. Por outro, para se ter uma noção clara do esforço financeiro que se terá de suportar mensalmente ao longo do período de reembolso. 

Aqui entra um dos conceitos fundamentais no mundo do crédito: a taxa de esforço. Esta corresponde à percentagem do rendimento destinada ao pagamento das prestações de créditos que tenham sido contraídos. Quanto maior for o peso deste tipo de despesas no rendimento, maior o risco de surgirem dificuldades financeiras.

Para calcular o valor total, deves ter em conta despesas associadas com:
1. Custo das propinas
2. Custo da alimentação durante o período de educação.
3. Custo de habitação (nos casos em que seja aplicável)
4. Custo do transporte entre a habitação e o local de formação

Depois de calculados todos os custos esperados da formação e despesas conexas, é recomendável que faças uma comparação de propostas das várias entidades. Isto de forma a obter o financiamento mais acessível.

As opções de crédito formação existentes
Quais são as ofertas disponíveis no mercado? De acordo com a plataforma ComparaJá.pt, neste momento, existem 7 instituições principais que apresentam alguma oferta no mercado do crédito formação. 

Todas elas têm algumas características diferenciadoras. O BPI, por exemplo, apresenta o valor máximo de financiamento mais elevado, ficando à frente do Santander Totta que oferece um máximo de 25.000€ para estudos em Portugal e de 50.000€ para estudos em territórios estrangeiros.

A Caixa Geral de Depósitos, por sua vez, destaca-se por ter oferta tanto com taxa fixa como com taxa variável indexada à Euribor a 12 meses, assim como o prazo de reembolso mais alongado, com 192 meses no de prazo máximo.

O Millennium BCP apresenta o valor mínimo mais reduzido de todas as ofertas, fixado nos 1000€ e que será adequado para estudantes que queiram adquirir algum material para os estudos com as melhores condições possíveis.

O Montepio destaca-se em conjunto com a C.C.A. por ter um maior número de ofertas especializadas para os vários tipos de formação. Na Cofidis, a principal vantagem é a não existência de comissão sobre a amortização antecipada do empréstimo.

Por último, a Caixa de Crédito Agrícola apresenta ofertas para todos os tipos de formação e com um valor máximo de 60.000€, o segundo maior das ofertas comparadas, sendo, por isso, uma oferta especialmente adequada para estudos no estrangeiro.

Para conhecer as melhores opções para o teu caso em específico, podes utilizar a ferramenta gratuita de comparação de créditos do ComparaJá.pt. Já sabes: para avaliares a opção mais competitiva, tem em conta os valores do TAEG (a taxa completa de juros associados) e do MTIC (o montante absoluto dos custos associados). E, claro, fica atento à taxa de esforço.