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Terceiro dia da semana da segurança rodoviária fez-se no interior da Academia Brisa de Condução. Durante o dia, houve tempo para simular mas não só. 

O risco de morte nas estradas é 40% superior para os jovens. O dado foi salientado por Carlos Moreira, do Departamento de Frota e Mobilidade da Brisa, no arranque das atividades do terceiro dia. Antes da prática, o técnico fez um enquadramento teórico, esclarecendo algumas questões relacionadas com o mundo da condução automóvel.

Durante a palestra, Carlos Moreira explicou alguns dos fatores que levam a este risco acrescido. Desde logo, realçou, “o ensino da condução não é tão real quanto quereríamos”. O facto das aulas poderem ser realizadas durante a manhã, por exemplo, faz com que a experiência de condução não seja completa.

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À falta de experiência juntam-se alguns comportamentos pouco adequados a ter atrás do volante: a não utilização do cinto de segurança, o excesso de velocidade, o consumo de álcool, o cansaço ou uso de telemóvel ao volante. “Os acidentes mais graves acontecem entre as duas e as quatro manhã, devido à mistura de elementos como álcool e o cansaço”, sublinhou.

Independentemente dos fatores que levem a um acidente, na sua maioria, há uma causa comum: o falha do condutor. “O factor humano é responsável por 90% dos acidentes”, realçou Carlos Moreira, detalhando que apenas um em cada vinte acidentes mortais se deve a falhas mecânicas, por exemplo.

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Conduzir, salientou, “é uma tarefa complexa”. É por essa razão que se deve ter em conta os inibidores cognitivos e visuais. A conclusão é “não tirar a vista da estrada”, realçou Carlos Moreira, evitando comportamentos como colocar a morada no GPS ou até… comer o pequeno almoço.

Três exercícios de segurança
Depois da palestra de enquadramento, o dia fez-se entre três estações de trabalho. Em cada uma delas, um desafio diferente: um simulador de capotamento, um exercício de distância de travagem e um espaço com simuladores de condução.

No simulador de capotamento, os técnicos da Academia Brisa explicaram o procedimento a adotar, no caso de um acidente deste tipo. Depois de levantar os pés, o acidentado deve fazer força contra o tabelier, enquanto uma mão protege a cabeça, junto ao tejadilho. A seguir, deve retirar o cinto e rodar para o lado de dentro do veículo.

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Mas nem só de simulações se fez este dia que também reservou tempo para, efetivamente, andar de carro. Num veículo da Academia Brisa, os participantes puderam compreender in loco as fórmulas de distância de travagem. A uma velocidade de 50 Km/h – e mesmo com um tempo de reação quase nulo – a distância de travagem foi de cerca de 10 metros. Um dado que coloca em evidência as consequências do excesso de velocidade. 

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Por fim, noutro dos locais, foi possível experimentar dois simuladores de condução (automóveis e motociclos). Em ambos os casos, a tecnologia permite a criação de condicionantes (como trânsito, clima ou imprevistos) para compreender os verdadeiros riscos associados a certos comportamentos ao volante.

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