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Numa Academia em que a engenharia e os média já marcaram presença no alinhamento, ao terceiro dia, foi tempo de ver, ouvir e sentir. Desta feita, foram as Escola Superior de Música (ESML) e Escola Superior de Dança (ESDL) a receber os jovens e pô-los a fazer arte. Ou, pelo menos, a tentar passar-lhes a sua visão de arte.

É a Escola do Politécnico de Lisboa onde o silêncio mais se faz sentir. Todos os cantos, salas, auditórios respiram música. Na Escola que assume que a sua missão é “formar artística, técnica, tecnológica e cientificamente, ao mais alto nível, profissionais na área da música”, os participantes desta edição da Academia Politécnico Lx puderam visitar as suas instalações, localizadas junto a uma das artérias rodoviárias mais movimentadas da capital: a Segunda Circular.


Tudo pensado ao mais ínfimo detalhe

Não deixa de ser contraditório o facto de uma escola superior onde a música é senhora e rainha, e onde o silêncio e a acústica devem ser prioridades máximas, estar localizada junto a uma das estradas com maior trânsito e mais barulho da capital, especialmente em hora de ponta. Na prática, a construção do edifício, (que inclusive já foi utilizado na gravação de um videoclip de um dos hits do verão passado: “Rise”, do britânico Jonas Blue), teve em conta todos os pormenores para garantir o máximo isolamento das várias salas, e a melhor acústica possível no interior, por exemplo, do Grande Auditório da Escola Superior de Música de Lisboa. 

É exemplo disso mesmo a escolha criteriosa dos materiais de construção ou a altura elevada das salas para permitir a subida do som. Um trabalho de minúcia, que é também aquele que todos os dias se vive nos corredores do edifício mais amarelo de todo o Politécnico de Lisboa.


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A licenciatura em Tecnologias da Música é apenas uma das formações da Escola onde a minúcia é regra de ouro. Numa das atividades da manhã, Martim Souto, aluno do 3.º ano dessa mesma licenciatura, deu a conhecer a estes jovens aquele que é o trabalho e algumas competências que lhe são exigidas no final do curso: entre outras coisas, saber como masterizar uma música. Os participantes puderam ouvir uma série de excertos isoladamente e tentar perceber qual a melhor forma de os combinar, nos volumes certos, de modo a criar o melhor resultado possível. Todos os instrumentos são, nas palavras do estudante da ESML, uma importante "peça do grande puzzle que é criar uma música".

Cada instrumento tem as suas próprias caraterísticas e funcionalidades também elas distintas: uns servem para definir o compasso da melodia, veja-se o caso da percussão; outros, como a voz ou as teclas, assumem-se como os grandes protagonistas das criações musicais. É certo que a atividade tratou-se apenas de uma pequena amostra de 45 minutos de tudo aquilo que é ensinado e aperfeiçoado no decorrer de 3 anos de licenciatura. Contudo, serviu para mostrar a este grupo de jovens que “eficácia e rapidez são duas das caraterísticas principais que qualquer produtor musical deve ter”, destacou o estudante. Até porque num ritmo alucinante como dos festivais e concertos, as condições que os músicos encontram nem sempre são as melhores, pelo que “decisões rápidas são uma constante neste trabalho”, frisou ainda Martim Souto.


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Dançar e ajudar a mudar mentalidades

Mas não só de música se fez este terceiro dia da Academia da Forum Estudante que tem a cidade de Lisboa como anfitriã. Da parte da tarde, a Biblioteca de Marvila recebeu um dos espetáculos que tem vindo a ser preparado pelas estudantes da Escola Superior de Dança há mais de um mês. De seu nome “Mais Mar”, como o próprio título já deixa antever, a criação artística das alunas desta escola teve uma grande causa e uma grande mensagem por trás: trazer à tona o cenário dramático que os oceanos vivem em termos de poluição, com uma narrativa forte, impactante e que marcou todos aqueles que assistiram ao momento.

“Tanto a música, a coreografia, o cenário, o posicionamento das luzes, tudo tornou esta peça numa peça chocante, mas ao mesmo tempo uma peça que deixou a pensar”: foi João Dinis Nascimento, um dos 50 jovens que participam nesta Academia, quem o afirmou.


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Este ano de 2019 foi especialmente intenso em movimentos cívicos e ambientais, muitos dos quais dinamizados por e para jovens. Veja-se o caso da manifestação da Greve Climática Estudantil, no passado mês de março, impulsionado pelo apelo internacional lançado pela ativista ambiental sueca Greta Thunberg, que juntou na cidade de Lisboa mais de 5.000 jovens. Beatriz Santos esteve por lá, frente à Assembleia da República, e conta que, ao ver o espetáculo protagonizado pelas alunas da Escola Superior de Dança, as suas recordações foram avivadas: "lembrei-me imediatamente daquilo que vivi no dia 15 de março, em Lisboa”.

Palhinhas, plástico, vidros, metais: tudo materiais que vão parar aos oceanos e por lá continuam por várias centenas de anos... só as palhinhas demoram perto de 200 anos a decompor-se. O contexto não podia ser mais pertinente para as alunas da licenciatura pegarem neste tema, e o grande repto foi lançado bem alto: “Estamos em contagem decrescente, age rapidamente!”.


"Estamos em contagem decrescente, age rapidamente!"
é o repto do espetáculo "Mais Mar", preparado
por um grupo de estudantes da
Escola Superior de Dança de Lisboa



A Presidente da Escola, Vanda Nascimento, recebeu também os alunos nas instalações provisórias da Escola Superior de Dança. Isto porque, em março de 2018, devido às fortes marcas da degradação do histórico edifício da escola, em pleno Bairro Alto, todos os alunos e equipa técnica mudaram-se de armas e bagagens para o Campus do ISEL nos Olivais, em Lisboa.

Enquanto não chega esse dia, o rosto máximo da escola aponta como grande ponto marcante e diferenciador da escola todo o corpo docente, que, dia após dia, espetáculo após espetáculo, garante que “a teoria aliada à prática podem continuar a marcar a singularidade da instituição”. Essa parte prática foi demonstrada hoje, numa breve aula lecionada por um docente da escola, em que os mais recentes embaixadores do Politécnico de Lisboa puderam experimentar qual é a sensação de estar na pele de um bailarino de dança contemporânea.

 

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Decerto, os anos passam, a história evolui, os hábitos mudam, mas a dança continua a ser sempre uma presença indispensável na vida de todos. Nomeadamente na destes jovens, seja neste contexto mais formal ou numa simples saída à noite com os amigos. A Dança é o presente, sem nunca perder de vista o passado, e tendo sempre como foco o futuro. O futuro breve diz-nos que o dia de amanhã vai ser dedicado ao Teatro e ao Cinema, com direito a ida ao Teatro da Comuna e a estar na plateia de uma peça da inteira responsabilidade dos alunos da Escola Superior de Teatro e Cinema.

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