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Judo, Nutrição, SBV, Investigação Desportiva e Vólei de Praia preencheram a agenda do 2º dia que terminou com uma palestra da marchadora recordista e campeã do mundo Inês Henriques.

Tânia e Eduardo, alunos da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém, rumaram até à instituição “irmã”, a Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM), para explicar aos 50 participantes da SportsWeek que “o ideal seria que toda a gente aprendesse a fazer suporte básico de vida” ou SBV para abreviar. Numa aula prática todos tomaram então consciência da importância de aprender tais conceitos de modo a poder ajudar tanto familiares que sofram uma paragem cardiorrespiratória como um anónimo que se sinta mal em plena rua. Agir rápido, confirmar se o cenário está em segurança (nunca colocar a sua integridade física em risco), verificar o estado da vítima (se está consciente, se respira) e telefonar para o 112 fornecendo dados concretos da situação (localização, género e idade da vítima, se quem está a ligar é menor de idade, se sabe SBV e se precisa de ajuda diferenciada) são alguns dos primeiros passos a tomar. Depois, é tempo de dar início à reanimação, numa sequência de 30 compressões torácicas seguidas de duas insuflações.

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Eis um exercício exigente em termos físicos mas, literalmente, vital. Um rápido SBV proporciona até 60% de hipóteses de sobrevivência. A sua técnica varia consoante a idade da vítima. Tudo isto foram coisas aprendidas ou recordadas numa conversa que, por ter sido, como as cerejas, deu frutos para outras questões sobre outras técnicas de primeiros socorros como a posição lateral de segurança ou a Manobra de Heimlich para desobstrução das vias aéreas superiores por um corpo estranho.

Corpo estranho é o que não convém ser o do nosso adversário, caso decidamos praticar Judo. Com a ajuda de um mestre e de dois alunos da Associação Académica Desportiva de Rio Maior, cujas aulas de judo decorrem nas instalações da ESDRM, cada uma das 4 equipas da SportsWeek aprendeu à vez os movimentos e técnicas rudimentares desta modalidade nascida no Japão. O principal objetivo desta arte marcial é fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada. Prima pela humildade. Mas, também simplificando as coisas, só vence uma partida o judoca que conseguir deitar de costas e depois imobilizar o oponente durante 10 segundos. Por isso, ainda que respeitando uma vasta lista de regras e proibições, não há que ter pudores em agarrar o rival aqui e ali, derrubar e fazer pressão sobre o tronco. Os 50 participantes desta academia FORUM assim o fizeram. Não houve mazelas pois um dos itens da lição foi o “saber cair”, metaforicamente algo também bastante útil em inúmeros aspetos da nossa vida.  .

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Uma vida mais saudável foi aquilo que os 50 estudantes oriundos de vários pontos do País aprenderam noutro workshop desta semana de experiências inteiramente grátis. Sob as explicações do docente Rui Jorge, no "recanto" da Nutrição tentaram adivinhar a quantidade num copo de plástico de açúcar e gordura (óleo) de vários tipos de bolachas e doces. Confrontados com as quantidades exatas, e tendo em conta os hábitos alimentares dos seus próprios lanches, alguns dos participantes confessaram sentir-se “agoniados” ao descobrirem que ingeriam quase um copo cheio de açúcar. E fiquem já a saber que, se tal como eles, têm entre 15 e 17 anos e até praticam exercício físico com frequência, podem consumir entre 2700 e 3000 calorias por dia. Já a vitamina C, apesar de também ter uma dose diária recomendada na ordem das duas laranjas por dia, nunca é demais, uma vez que se dissolve no sangue e não é tóxica quando ingerida em excesso. Uma experiência semi-laboratorial provou se devemos ou não tapar um sumo de laranja natural, se devemos ou não colocá-lo no frigorífico de modo a não perder valor vitamínico.

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E por falar em valores, foi avaliando números que dois participantes da Academia superaram um feito físico de Cristiano Ronaldo, no âmbito de um segmento da agenda dedicado à Investigação Desportiva. A docente Cristiana Mercês elucidou a plateia sobre as aplicações desta vertente do Desporto desenvolvida na ESDRM, “uma escola especial, pois que não só tem como mais-valia o contacto entre alunos e professores mas sobretudo por ser aquela que ensina profissões relacionadas com o Desporto que não a de professor de Educação Física”. Na Investigação do Desporto estuda-se desde a composição molecular do músculo ao equipamento, da psicologia aos dados antropométricos. Neste ponto, uma experiência com CR7 foi replicada na academia: um counter-movement jump, que é como quem diz um salto sem impulso e de mãos fixas na cintura, e um salto já com o balanço de uma passada. O internacional português saltou 44 cm e 78 cm, respetivamente. “Barely” na média e, depois, agigantando-se ainda mais que ao nível de um jogador da NBA. Os nossos atletas não chegaram a tanto mas na primeira situação acabaram por provar que são mais craques do que o craque. Normalíssimo, afinal sempre estão na SportsWeek.

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E se acham que já leram tudo sobre este 2º dia de atividades, desenganem-se. À tarde houve ainda energias para um disputado torneio de vólei de praia no DESMOR – Centro de Alto Rendimento de Rio Maior. Horas de puro deleite, com sets renhidos e cânticos de incentivo a condizer. Venceram os vermelhos.
À noite a marchadora portuguesa Inês Henriques – primeiríssima campeã e recordista europeia e mundial da marcha de 50 km – conversou com os estudantes. Treina no Clube de Natação de Rio Maior desde sempre. Tem o mesmo treinador desde que, há 27 anos, tinha ela 12 anos, começou a praticar aquela modalidade do atletismo. Perante uma interessada audiência, este motivo de orgulho da cidade que na presente semana nos acolhe falou sobre as suas façanhas atléticas e também sobre a sua intensa batalha contra a desigualdade de género na marcha. Foi por ter processado as federações internacional e europeia que hoje a versão feminina dos 50 kms da marcha é uma realidade, uma vez que antes de 2017 as mulheres só podiam competir na versão dos 20 kms.

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Por estes dias enfrenta semelhante batalha jurídica para ver tal prova ser considerada olímpica. Inês Henriques é uma pessoa especial que leva o nome de Rio Maior e do País pelo mundo. Conta já com 106 provas de 20 kms no currículo, algo que poucas atletas femininas podem afirmar. E até, pelo menos, 2020/21 conta continuar pois que, não obstante as lesões e do desânimo ocasionais, sente sempre o carinho do público, “o mais importante”. Formada em Enfermagem pelo Politécnico de Santarém, a atleta teve sempre a consciência de que “ter uma carreira académica” como plano B seria “muito importante em termos de tranquilidade”, sobretudo quando se decidir retirar. “Sempre quis ser boa estudante e boa atleta, mas isso é muito desgastante”, diz confessando que demorou 10 anos a tirar o curso. “Se tiverem sonhos, sonhem, mas trabalhem para os sonhos”, avisou à plateia. “Vocês, jovens querem ter tudo muito rápido. Eu demorei 25 anos a realizar os meus”, continuou. “Se é duro, sim. Mas a vida dos meus pais é ainda mais dura”, remata esta filha de produtores de carvão. Logo ela que tem em casa tanto ouro em forma de medalhas.

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