O projeto visa proporcionar a estes alunos, com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos, a aprendizagem de práticas de sustentabilidade, em articulação com conceitos básicos de matemática, ciências, português e inglês.

"A estufa será trabalhada por alunos com currículos adaptados, vários com Perturbações do Espetro do Autismo, e precisávamos de um espaço para, fora do contexto da sala de aula, estimular a aprendizagem com recurso à vertente sensorial. O cultivo da estufa será importante para que estes alunos interiorizem a ideia de que, ao produzirem, recebem o retorno do seu trabalho e do seu esforço, autossustentando-se." refere Gracinda Cadilhe, coordenadora de Educação Especial no Agrupamento de Escolas Campo Aberto.

O diretor do Agrupamento, João Grancho, reforça acreditar que "pelo grau de autonomia que poderão atingir no desempenho desta atividade, algumas destas crianças e jovens poderão, futuramente, tornar-se aptas a trabalhar na área agrícola ou ainda adquirir competências para maior autonomia na sua vida diária. Simultaneamente, pretende-se que todos os alunos do agrupamento possam usufruir de um espaço aprazível e interativo". Em simultâneo, acrescenta Gracinda Cadilhe, "os alunos vão poder reforçar algumas noções elementares de matemática, ao medirem os terrenos, de ciências, ao aprenderem a reprodução das espécies, de português, ao escreverem receitas, e de inglês, ao estudarem os nomes das plantas".

Oferecida pela Cotesi, empresa que integra o Grupo Violas e é líder mundial na produção de fio agrícola, a estufa vai produzir, numa primeira fase, framboesas e mirtilos, criando sinergias com o curso profissional de cozinha do Agrupamento de Escolas Campo Aberto e "alimentando" a ambição de vir a criar uma marca para comercializar os produtos a nível local, em pequenas mercearias e restaurantes.

 

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