Quais as tendências comunicacionais para a nova década? O que alterarão? Como é que estas mudanças impactarão as Instituições de Ensino Superior na relação com os estudantes? Estas foram algumas das perguntas de partida do primeiro painel do programa do oitavo Encontro Nacional de Gabinetes de Imagem e Comunicação do Ensino Superior. 

As respostas chegaram através da intervenção de Bernardo Rodo, da OMD Portugal. Fazendo uma recapitulação da evolução do Marketing e da Publicidade, ao longo dos anos, o especialistas deu exemplos de estratégias utilizadas por marcas, ao longo dos anos, que marcaram diferentes formas de relação com o consumidor.

 

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"Hoje, os utilizadores interagem com as marcas de maneira diferente", sublinhou Bernardo Rodo. A possibilidade tecnológica de avaliação de comportamento dos consumidores permite às marcas ter um impacto diferente nas suas ações, através da segmentação, sendo um exemplo claro as estratégias digitais utilizadas por Donald Trump e Hillary Clinton, nas eleições presidenciais americanas de 2016.

 

Mais do que um cliente

Se, neste sentido, a ligação com o cliente se complexificou, ela também se dilatou no tempo. Isto porque a relação náo começa apenas depois do surgimento do interesse do consumidor num eventual produto. "O papel cultural que a marca ocupa na sociedade é uma parte fundamental da relação com o cliente", explicou, sendo importante alargar o espectro, impactando os consumidores que não só necessitam de um produto, mas que desejam poder necessitar do produto.

Outra das tendências emergentes é a escolha pela "narrativa do propósito", construindo estratégias de comunicação a partir da pergunta: "Que diferença é que esta marca poderá fazer na minha vida?". "O conceito de 'próposito' está a dominar a agenda destas marcas. Elas perceberam que, se não criarem uma relação de notoriedade e pertença, com uma lógica de participação em comunidade muito mais evidente", reforçou.

 

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