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O terceiro dia de Leiria-In continuou o percurso pelo interior das empresas da região. Com a visita 10 empresas de setores diversificados, foi possível conhecer os trabalhadores (e as profissões) que garantem o seu funcionamento. O dia terminaria “a correr”, depois de uma tarde passada no Politécnico de Leiria.

Assim entrou nos armazéns da La Redoute Portugal, à saída de Leiria, o grupo de participantes notou a presença de balões comemorativos indicando um número: 180. A explicação chegou da parte responsável que acolheu os estudantes: a marca francesa celebrou recentemente o seu 180.º aniversário. Em Portugal, a sua presença tem 30 anos, com um armazem logístico que faz a distribuição para toda a península ibérica.

Foi esta a estrutura que um dos oito grupos de participantes da Leiria-In puderam conhecer, durante a manhã de hoje. Para além da La Redoute Portugal, EST, Pervedant, inCentea, Plasgal, Gallo Vidro, Sacos 88 e Martos abriram as suas portas aos cinquenta e dois estudantes do Ensino Secundário e Profissional.


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A visita aos armazéns da La Redoute serviu para conhecer melhor profissões ligadas à área da Logística 


Na La Redoute, explicou o gestor de logística e distribuição, João Lopes, os estudantes puderam “ver in loco todo o processo de entrada dos produtos e o seu processamento até à saída”. “É uma oportunidade para conhecerem melhor a área da logística e as diferentes tarefas e profissões desempenhadas”, explicou.

Se alguém comprou uma peça da La Redoute, “de certeza que ela saiu deste espaço”, confirmou João Lopes, sendo processada pelos trabalhadores do armazém. O conhecimento deste trabalho, acrescentou João Lopes, é também especialmente importante, tendo em conta que a La Redoute opera sobretudo equanto loja online: “É uma forma de perceber que, por trás de um computador, existe uma componente humana – uma equipa grande que permite satisfazer as necessidades dos clientes”.

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O Presidente do Conselho de Administração da inCentea, António Poças, acolheu um grupo de participantes

No mesmo sentido, o Presidente do Conselho de Administração da inCentea, António Poças, destacou, durante a receção aos participantes, “a forma como, enquanto país, temos desvalorizado as profissões técnicas”. Para o empresário, esta negligência acarreta consequências negativas, criando um desencontro entre as necessidades das empresas e a sua mão-de-obra. Nesse sentido, a academia Leiria-In ao mostrar a importância destas profissões, “pode ajudar a fazer esse ajuste”.

Isolar não é um ato isolado

“Esta empresa foi criada há 25 anos, na garagem da casa dos meus pais”, contou o gestor de negócio da Pervadent, Tiago Veira, durante a visita do grupo de estudantes. O âmbito da empresa é, hoje em dia, o mesmo de então – a produção de vedantes e caixilharias para portas e janelas. Porém, o crescimento foi constante, durante estes anos: atualmente, a empresa ocupa um espaço de cerca de 10 mil metros quadrados. Esta evolução deve-se, explica Tiago Vieira, para além “da qualidade do produto e serviço”, à evolução do mercado dos vedantes: “Cada vez mais, os vedantes têm uma função relevante e complexa”. 

O gestor refere-se à importância desta tecnologia no isolamento das habitações. Uma casa bem isolada é uma condição fulcral para garantir duas condições cada vez mais pertinentes, explicou aos estudantes: efeciência energética e isolamento acústico. As aplicações e implicações deste setor ultrapassam, por isso, os limtes das janelas e portas que isola: “Os vedantes têm, hoje em dia, um papel muito importante na reabilitação urbana”.


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Este impacto impressionou mesmo alguns dos visitantes. Para o estudante Pedro Gaspar, de 15 anos, esta visita foi “bastante completa”, por permitir ver, no mesmo espaço, a produção e a correspondente aplicação. “Não conhecia a tecnologia [dos vedantes] e fiquei impressionando com todo o rigor na produção e pelo impacto que tem no nosso dia a dia”, resumiu.

Tiago Vieira destacou ainda a importância da visita destes estudantes, enquanto oportunidade de contacto com empresas de média ou pequena dimensão: "Muitas vezes, nas aulas, são apenas referidas as grandes empresas. Mas este contacto é importante, sobretudo tendo em conta que as PME (Pequenas e Médias Empresas) são uma parte muito significativa do tecido empresarial português". 


"Este contacto [com estudantes] é muito importante,
sobretudo tendo em conta que as PME
(Pequenas e Médias Empresas) são uma parte muito
significativa do tecido empresarial português".
Tiago Vieira, gestor da Pervedant 

 

Em busca do saber

A sexta edição do Leiria-In contou também com uma nova edição do peddy-paper pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Divididos em 13 equipas, os estudantes percorreram o campus realizando atividades que se relacionam com a oferta formativa desta escola. Medições que testam os conhecimentos de Matemática, a aferição do pH de várias substâncias no Departamento de Engenharia do Ambiente ou a resolução de um quiz jurídico são apenas alguns exemplos.

De acordo com o subdiretor da ESTG do Politécnico de Leiria, Fernando Silva, o objetivo pasou por “dar a conhecer a escola e a sua oferta formativa, de forma lúdica”. Ao longo deste percurso, as atividades práticas que são colocadas aos estudantes “estão ligadas à identidade da escola e do Politécnico de Leiria”, ao colocar um especial ênfase na vertente prática, como complemento à teoria lecionada.

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As atividades, espera Fernando Silva, serviram também para mostrar “a realidade do contacto próximo com as empresas da região”. Uma proximidade que se reflete, na adaptação constante da oferta formativa da escola. “No próximo ano letivo, por exemplo, vamos abrir três Cursos Técnicos Superiores Profissionais nas áreas de Informática e Mecânica, que nasceram da identificação das necessidades do mercado de trabalho”, concluiu.

 
Outra forma de sentir o Mundo

Depois do desafio da ESTG, foi a vez da Escola Superior de Educação e Ciências sociais colacar os participantes a mexer. Em específico, os docentes e estudantes do curso de licenciatura em Desporto e Bem-Estar prepararam quatro estações com diferentes jogos: goloball, boccia, jogos tradicionais e spikeball. Destes, os três primeiros são "desportos inclusivos", destacou o docente deste curso, Nuno Amaro. "O objetivo é que se coloquem no lugar de alguém com deficiência, sentindo o Mundo da forma que outros o sentem", explica. 

Na estação de jogos tradicionais, por exemplo, os estudantes são vendados, tentando acertar numa caixa através da sua sonoridade específica: berlindes, metais ou latas. O jogo foi criado por estudantes da licenciatura em Desporto e Bem-Estar, naquela que é uma das valências do curso, para além de "formar profissionais", realça Nuno Amaro: estimular a inovação. 


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Para o docente, outra das missões do Politécnico de Leiria é, para além de formar alunos, "formar cidadãos". É por essa razão que a ESTG dinamizou, por exemplo, em maio passado, pela primeira vez, a Mostra de Desporto Adaptado. Para o próximo ano, está garantida a realização da segunda edição, bem como de um seminário dedicado ao mesmo tema. Nestas iniciativas, o benefício é duplo, realça Nuno Amaro: "Através destes eventos, conseguimos sensibilizar a sociedade e os nossos alunos ganham experiência em contexto real, algo que é especialmente importante numa área onde se lida com pessoas e onde muitas coisas são imprevisíveis". 

A tarde terminou com um momento de partilha de experiências sobre a atividade da manhã e uma sessão de esclarecimento com estudantes do Politécnico de Leiria, sobre acesso ao Ensino Superior. Detalhes sobre candidaturas a bolsas, programas de financiamento (como o FASE), alojamento, alimentação ou serviços de saúde foram alguns dos pontos focados. Os progamas de internacionalização do Politécnico de Leiria e as vantagens de estudar no estrangeiro foram também temas em destaque. 

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Para depois de jantar, estava reservada a participação na Brisas do Lis Night Run, a iniciativa que, há seis anos, coloca a população de Leiria na rua, todas as quartas-feiras à noite. Em meados de 2018, de acordo com o jornal Região de Leiria, um total de 134 mil pessoas tinham já percorrido quase um milhão de quilómetros. Os estudantes que participam na Leiria-In juntam-se a este movimento semanal, caminhando, durante cerca de uma hora pelas ruas da baixa leiriense. 

A Academia da Indústria continua amanhã. O dia começa nas Caldas da Rainha, com um conjunto de workshops realizados na Escola Superior de Arte e Design. 

 

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