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Estudar no estrangeiro é uma opção que faz sentido para diferentes objetivos, e em diversos momentos da tua vida. Como tal, há diferentes opções à tua disposição. Conhece algumas delas.

Ensino Secundário
O programa COMENIUS destina-se a alunos da educação pré-escolar até ao ensino secundário e engloba três diferentes modalidades que oferecem aos alunos a oportunidade de frequentar aulas numa escola de um outro país europeu. Na modalidade de mobilidade individual, os estudantes do ensino secundário, com idade mínima de 14 anos, podem frequentar uma escola num país europeu por um período de três a dez meses.
A um outro nível, as parcerias multilaterais têm a duração de dois anos e envolvem no mínimo três escolas de três países diferentes, com alunos e professores a terem a oportunidade de viajar. As escolas colaboram no desenvolvimento de projetos em três áreas: a participação ativa dos alunos, matérias de caráter pedagógico ou de gestão e a aprendizagem de línguas. Já através das parcerias bilaterais, são envolvidas apenas duas escolas. Estes são projetos orientados para a aprendizagem de línguas e consistem no intercâmbio de alunos de 12 anos ou mais, em grupos com um mínimo de dez elementos, por períodos de duração mínima de dez dias. Podes consultar todos os detalhes relativos às várias modalidades do programa COMENIUS no site da Agência Nacional Proalv, na secção de programas.

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Ensino Superior
Quando falamos em mobilidade no Ensino Superior, há um nome inevitável: Erasmus+. Este é o programa que possibilita aos alunos estudar num país europeu durante um semestre ou um ano. No entanto, há quem não se queira limitar a países europeus. Nesse caso, existem vários protocolos de intercâmbio dependendo da universidade.
Quer tenhas em mente um país europeu ou um país fora da Europa o gabinete de Relações Internacionais da tua universidade pode indicar-te qual a melhor opção para passares uma temporada a estudar lá fora. Há também quem se decida por tirar um curso integralmente noutro país. Se for esse o teu caso deverás ter em atenção aos pré-requisitos de candidatura da instituição de ensino que pretendes e verifica se o curso é reconhecido fora desse país, nomeadamente em Portugal, se estiveres a pensar em voltar. Podes tentar pedir mais informações junto de um dos Gabinetes de Acesso ao Ensino Superior ou, para informações mais precisas e detalhadas, diretamente junto da instituição de ensino à qual te pretendes candidatar.

Aprender uma língua estrangeira
Existe também a opção de viajar para outro país apenas para frequentar um curso ou aulas de uma língua estrangeira. Aqui, as opções são tão muito variadas, tal como as instituições de ensino que oferecem este tipo de cursos. Para que a escolha seja a mais acertada, o aluno pode contactar a embaixada do país de acolhimento em Portugal e pedir informações sobre o reconhecimento das organizações e dos cursos. Qualquer estudante de qualquer nível pode aceder a cursos de idiomas no estrangeiro. No primeiro dia de aulas, é realizada uma prova de nível para determinar em que classe o estudante será colocado, para que aprenda juntamente com colegas do mesmo nível.

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Candidaturas
Na generalidade, as datas limite de candidatura são até ao início das aulas. No entanto, este dado varia consoante o país, a universidade ou o curso. O segredo é começar a procurar e a contactar as instituições com no mínimo um ano de antecedência. A esmagadora maioria dos estudantes inscreve-se nas universidades estrangeiras nos últimos anos do secundário e da licenciatura, respetivamente para ingressar numa licenciatura ou num mestrado. E, nesse caso, recebem as cartas de oferta da escola ainda antes de terminarem os seus estudos em Portugal, sempre na condição, de apresentar o diploma obtido no final desse ano letivo.

Equivalências
De acordo com uma normativa Europeia, os cursos realizados na Europa têm reconhecimento em qualquer país Europeu. No entanto, se a tua formação for realizada fora do espaço europeu, terás de certificar-te se o curso não carece de um reconhecimento posterior em Portugal para, por exemplo, poderes exercer uma profissão.

Documentação
A maior parte das universidades exige a apresentação de um certificado oficial do idioma em que se vai estudar, como por exemplo no caso do inglês, um certificado de Cambridge, IELTS ou TOEFL, no entanto podem existir outras formas de comprovar o nível de proficiência do idioma, como por exemplo, através de entrevistas telefónicas, testes das próprias escolas ou até mesmo pelo número de anos de estudo do idioma em causa.
Se estás a viajar para um país da União Europeia, o direito de livre circulação permite-te entrar em qualquer país (e nele estudar e trabalhar) tendo apenas um Cartão de Cidadão válido. Se vais para um país fora da UE confirma se precisas de visto (podes verificar no site oficial do país, no site da embaixada do país em Portugal ou perguntando diretamente à embaixada ou consulado). Consulta esta informação com antecedência, uma vez que os pedidos de visto podem demorar a ser aprovados. Confirma também se o teu passaporte está válido. Se não tiveres passaporte, tem em conta que este demora no mínimo 5 dias a ser entregue.
Para fora da Europa, é necessário ter um visto de estudante para poderes entrar e permanecer no país. Este processo, em todos os casos, é realizado apenas depois de teres sido aceite na escola e teres realizado já o pagamento de parte ou totalidade do curso. Terás de ter sempre em atenção as condições do visto, nomeadamente se podes trabalhar e a duração total do visto.

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Alojamento
Verifica a existência de Residências Universitárias, sejam elas públicas ou privadas. Muitas cidades têm residências internacionais direcionadas para estudantes que vêm de fora. Se optares por um apartamento, podes contactar um responsável pelos estudantes internacionais da universidade de destino ou a associação de estudantes local de modo a aconselhar-te na procura. Algumas universidades têm também um grupo no Facebook onde podes perguntar por informações (ou ver se alguém publicou alguma oferta). E tens sempre também a pesquisa online, tenta informar-te sobre os sites mais fiáveis para pesquisares. Lembra-te que alguns hostels têm opções de estadias a longo prazo. Também podes investigar a possibilidade de Homestay – modalidade em que serás recebido por uma família de acolhimento.

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