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Da nova coleção de literatura de viagem da Quetzal, chega esta semana às livrarias 'Canto Nómada', de Bruce Chatwin, traduzido por José Luís Luna. 

Trinta anos depois da morte de Bruce Chatwin, a Quetzal Editores publica este extraordinário relato de viagem através dos caminhos mágicos dos antigos aborígenes da Austrália, em busca da beleza, da espiritualidade, do tempo e do sentido da vida. No coração da Austrália, 'Canto Nómada', de Bruce Chatwin, promove o encontro do leitor com a magia perdida. «Canto Nómada mistura ficção e não ficção, personagens reais e personagens com hábitos e papéis puramente inventados, diálogos meticulosamente registados nos seus moleskines e frases que deviam ser ditas por aquelas pessoas. Mistura também australianos brancos e australianos nativos. Maldade e bondade. Sonho e crueza. Beleza e fealdade», escreve Francisco José Viegas no prefácio a esta nova edição do livro.

O grande território da Austrália pré-colonial era um mapa povoado por aborígenes, nómadas e caçadores-recoletores. Os caminhos que eles percorriam, trilhos quase invisíveis e flutuantes, são hoje conhecidos como songlines, mas para os antigos habitantes significavam também um rasto da memória dos seus ancestrais que, como numa lenda sobre a criação do mundo, caminhavam sobre o desconhecido. É nesse mundo solitário e quase desabitado da Austrália que Chatwin coloca as suas personagens numa espécie de viagem filosófica, esmagadas pela paisagem, cruzando-se com caçadores de fortunas ou feiticeiros aborígenes, campónios desterrados, polícias que gostariam de ser escritores ou camionistas perdidos. Ao longo dessa viagem destemida, interrogamo-nos acerca do nosso destino, sugerindo que somos uma espécie de nómadas desenhando caminhos sobre a terra.

Bruce Chatwin (1940-1989) é um dos mais aclamados escritores de literatura de viagens de sempre. Foi jornalista do Sunday Times Magazine durante vários anos, e a carta de demissão que mandou ao seu superior ficou célebre – nela lia-se simplesmente: «Fui para a Patagónia.» O seu livro mais conhecido é, justamente, 'Na Patagónia', um clássico da literatura contemporânea, relato de viagem e retrato da solidão dos grandes territórios do sul do mundo. Os seus livros, entre os quais 'O Vice-Rei de Ajudá', 'O Que Faço Eu Aqui?', ou 'Regresso à Patagónia' (com Paul Theroux), foram publicados pela Quetzal.

Breviário Mediterrânico (Predrag Matvejevitch), Grande Bazar Ferroviário (Paul Theroux), Banhos de Caldas e Águas Minerais (Ramalho Ortigã) e Yoga para Pessoas que não estão para fazer Yoga (Geoff Dyer) são os outros títulos desta coleção.

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