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Arrancou hoje a sexta edição da Leiria-In – a academia Forum, em parceria com o Politécnico de Leiria, que dá a conhecer a 50 estudantes do secundário e profissional a realidade tecnológica e empresarial da região de Leiria. O primeiro dia passou pela riqueza cultural da cidade, com visitas ao Museu de Leiria e ao Moinho do Papel. 

Quem entra no museu Moinho do Papel, junto à margem esquerda do rio Lis, encontra rapidamente um conjunto de folhas de jornal para reciclar. Na mesma pilha, entre notícias antigas, um papel A4 pintado à mão capta atenção do visitante, com uma frase colorida. “Queremos pão para todos”, pode ler-se.

“Esse papel é de uma peça de teatro infantil que se realizou aqui na sexta-feira”, conta a coordenadora deste espaço museológico, Madalena Silveirinha. Regularmente, acrescenta, o Moinho do Papel recebe eventos como concertos, oficinas, teatro ou sessões de poesia. Tudo isto, para além daquela que é a sua principal missão: “a explicação do fabrico da farinha e do papel, através de um moinho de água”.


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A principal mais-valia histórica deste espaço inaugurado há 10 anos, realça Madalena Silveirinha, é mesmo a sua ligação ao papel: “há muitos moinhos de água, mas este é um dos primeiros sítios, em Portugal, onde se fez papel”. Foi em 1411 que D. João I assinou o Alvará que fundou esta fábrica. Hoje, os participantes da Leiria-In começaram aqui as suas atividades. “Gostei de aprender como se faz papel”, revela o participantes Rodrigo Anjos, de 15 anos, sobretudo por este ser um produto tão “utilizado no dia a dia”.


Um percurso com milhões de anos

No Museu de Leiria, a viagem partiu do Paleolítico, com as origens geológicas da região de Leiria. A partir daí, o trajeto passaria pela época Medieval, Contemporânea e terminaria numa ilustração de Alex Gaspar – Metropoliz – que representa a cidade de Leiria em 2030. Neste caminho, destacou o Técnico de Serviço Educativo do Museu, Mário Coelho, encontramos “elementos de interesse universal”.

E foram precisamente esses os elementos que os participantes da Leiria-In tiveram oportunidade de conhecer, durante a tarde de hoje. Para além do trajeto pela riqueza natural, patrimonial e cultural da região, os estudantes puderam ainda visitar a exposição temporária “Plasticidade – Uma História dos Plásticos em Portugal”. Uma história que, “sendo nacional, é em grande medida também a dos Leirienses”, devido à ligação da região ao fabrico deste material, recorda a Câmara Municipal de Leiria, nos materiais de divulgação da exposição.


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Para o estudante Rodrigo Anjos, a visita ao museu foi sobretudo interessante "pela vertente sobre a origem geológica da região". "É uma área que me interessa especialmente, explica. Pela primeira vez em Leiria, o participante destaca a beleza da presença do castelo, no alto da cidade: "acho que fica muito bem na paisagem". 

Entre os sonhos e os negócios

“É aqui que os sonhos se concretizam e que os negócios se realizam”. A frase integra o vídeo que abriu a sessão de acolhimento aos participantes da Leiria-In, na NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria. Antes, tinha já sido deixada uma outra garantia: “a região de Leiria é das mais economicamente e socialmente prósperas de Portugal”.

Será esta a riqueza, destaca o Politécnico de Leiria, que será conhecida pelos 52 estudantes do Ensino Secundário e Profissional. Esta academia “volta a apresentar a vanguarda da tecnologia e o distrito”, realça esta instituição de Ensino Superior, no seu site. Durante cinco dias de atividades, estes estudantes poderão conhecer realidade empresarial, tecnológica e também cultural da região de Leiria.


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Durante a sessão de abertura, a vice-presidente deste politécnico, Ana Sargento, destacou “a procura muito elevada” desta academia por parte de estudantes de todo o país, classificando os presentes como “52 sortudos”. “Esta é uma semana diversa e diversificada”, realçou, antes de sublinhar uma novidade: pela primeira vez, esta academia inclui um grupo de seis estudantes internacionais, que viajaram a partir do Equador.

Esta é, para Ana Sargento, uma consequência natural da aposta na internacionalização do Politécnico de Leiria. Atualmente, revelou, mais de 10% dos estudantes são internacionais, sendo esta “uma mais-valia, não só para a instituição, como para a região”.


Durante cinco dias, 52 estudantes "conhecem
 a vanguarda da tecnologia e o distrito".
Pela primeira vez, a Academia Leiria-In
inclui um grupo de estudantes internacionais. 



Na sexta edição da Leiria-In, participam estudantes oriundos de 11 distritos, 29 concelhos e 40 escolas. Recebendo os estudantes o presidente da Direção da NERLEI, António Poças, destacou “oportunidade de aprender” que “esta semana intensa” representa. Nomeadamente, para conhecer a importância de um setor que sendo, muitas vezes, desvalorizado, é decisivo. “Sem indústria não teríamos cadeiras para nos sentar, por exemplo”, ilustrou.

Para o adjunto da Presidência da Câmara Municipal da Marinha Grande, esta semana é também uma forma de “passar a mensagem da região de Leiria, com todas as valências que tem – da cultura à ciência aplicada à indústria”. Durante estes cinco dias, os participantes da Academia da Indústria poderão ainda conhecer “o melhor da região”: “o dinamismo e a força das pessoas que a compõem”.



Resumo da edição de 2018 da Academia Leiria-In

Essencial, para esta semana de atividades, será “fazer perguntas”, destacou o secretário-geral da CEFAMOL - Associação Nacional da Indústria dos Moldes, Manuel Oliveira. Isto, para melhor conhecer “um setor que fabrica muitos dos produtos com que contactam no dia a dia”. Por outro lado, conhecer esta região, acrescentou, é também conhecer “as oportunidades de futuro” nela existentes.


O futuro começa hoje

No final desta semana, haverá uma verteza, garantiu vereador da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes: “vão levar a região de Leiria no vosso coração”. As atividades servem ainda como complemento à aprendizagem teórica realizada na sala de aula: “Aqui poderão conhecer a parte mais prática e aprofundar ao máximo os temas”.

Classificando a Leiria-In como “uma academia com imenso sucesso”, o CEO da Forum Estudante, Rui Marques, realçou a importância “do trabalho colaborativo realizado por empresas, autarquias, associações empresariais e outras entidades”. “Esta iniciativa é um exemplo, pelos resultados alcançados”, reforçou. Para o futuro, o fundador da Forum Estudante deixou o desejo de que os estudantes possam tornar-se, no futuro, embaixadores do Politécnico de Leiria e da região – “uma das mais diversas do país, com muitas oportunidades e potencial”.

A Academia da Indústria continua amanhã. As atividades começam pela manhã com a visita a dez empresas da região.

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