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A quantidade de notícias falsas espalhadas pela internet continua a crescer. Os títulos enganadores também fazem parte do panorama. Qual a explicação? E como podemos proteger-nos? Conhece 10 passos para identificar uma notícia falsa. 

Os títulos costumam ser bombásticos e parecem saltar do ecrã. "Neto desliga avô das máquinas para carregar o telemóvel" ou "Carta de condução vai poder ser tirada aos 14 anos" são alguns dos exemplos de fake news (notícias falsas) que circularam em Portugal.

O fenómeno tornou-se “um problema global”, escrevia o jornal The Guardian, no final de 2016. No mesmo artigo, o diário britânico dava exemplos de notícias falsas que circularam em países como Alemanha, França, Itália ou Brasil, e que eram relativas às áreas do crime, da política, e das migrações. 

Independentemente dos resultados deste tipo de tentativas, destaca a plataforma Jounalist’s Resource, da Universidade de Harvard, as notícias falsas que se fazem passar por jornalismo sério “não deverão desaparecer, uma vez que se tornaram uma forma de financiamento e de potencialmente influenciar a opinião pública”.


De onde vêm as notícias falsas?

Financiamento e influência. As duas razões destacadas poderão ser grande parte da explicação para o fenómeno. Se, por um lado, usar informação falsa para manipulação da opinião não é uma novidade, a internet introduziu uma novidade na equação: tráfego online é igual a dinheiro.

Conforme escreve o The Telegraph, embora a utilização de notícias falsas tenha muitas vezes um objetivo político, esse pode não ser sempre o caso: “muitos dos criadores destas notícias estão apenas à procura de fazer dinheiro rápido, distribuindo conteúdo e ganhado audiências para publicidade”.

 

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O portal politifact.com dá o exemplo das caixas de “conteúdo patrocinado” que são, muitas vezes, observáveis no interior de sites de notícias. Estas caixas são “desenhadas para atrair a atenção” e, em vez de publicidade, levam o leitor para “uma cadeia de muitas vezes histórias sem sentido cujo único objetivo é dar cliques para outras páginas”.

“Os produtores destes conteúdos aperceberam-se de que não interessa se o conteúdo é real ou não, desde que os leitores entrem no site e comecem a clicar”, explicam.

 

Não morder o isco

Associada a esta procura de tráfego, uma outra atividade tem surgido no mundo online: o clickbait. Traduzido literalmente como “isco para cliques”, esta técnica consiste em usar títulos que levem o leitor a “clicar”.

A utilização de títulos que despertem o interesse no leitor não é uma novidade. Contudo, neste tipo de conteúdos, o texto não corresponde, na maior parte das vezes, ao que é destacado no título. O jornal americano New York Times define clickbait como “títulos que levem os leitores a sentir-se enganados quando terminam o artigo”.

"Você não vai acreditar…" ou "Esta técnica revolucionária…" são algumas das formulações sensacionalistas mais utilizadas. Mas nem sempre um clickbait é assim tão óbvio: omitir partes de informação relevante no título e até utilizar imagens que não se relacionam com a notícia são detalhes a que devemos ter atenção. Fica a conhecer algumas técnicas que te podem ajudar a verificar a veracidade de títulos e artigos:



10 passos para descobrir notícias falsas

 

#1 Avalia o meio

Começa por verificar onde está publicado o artigo que estás a ler. Procura mais informação, normalmente na seção “sobre nós”. Caso não conheças o site, recorre ao Google e verifica se algum meio de informação reconhecido publicou a mesma notícia.

 

#2 Lê mais do que o título

Como explicámos, o clickbait é uma das formas de captar a atenção e manipular as tuas emoções. Não fiques apenas pelo título e procura a justificação para a escolha do mesmo.


#3 Procura um autor

A informação confiável está, normalmente, associada ao nome do autor do texto. Depois de encontrares o autor, poderás até pesquisar outros artigos do mesmo, para descobrires que tipo de artigos costuma publicar.

 

#4 Encontra as fontes

Uma das principais formas de verificar se a informação é verdadeira é verificar se o texto utiliza fontes credíveis, ou seja, se o que está a ser afirmado é apoiado pela opinião de alguém devidamente identificado.

 

#5 Verifica a data

Uma das técnicas mais utilizadas no mundo das notícias falsas é o repost – a publicação de uma notícia antiga, no contexto atual. Verifica sempre a data de publicação, para não te deixares enganar.

 

#6 Confirma se é “uma piada”

Grande parte dos artigos falsos são construídos a partir de “notícias” de sites humorísticos e satíricos (muitas vezes, por engano). Se a história te parece incrível demais, desconfia e verifica se não se trata de uma piada, com recurso ao motor de busca.

 

#7 Consulta alguém

Se continuares com dúvidas sobre a veracidade de uma notícia, podes sempre perguntar diretamente um professor, os teus pais ou alguém que sintas que te pode ajudar neste campo.


pexels

#8 Tem em conta as tuas emoções

Um dos principais objetivos das notícias falsas passa por despertar sensações e emoções violentas. Caso um título ou um artigo te deixe transtornado, confirma se não se trata de uma manipulação emocional.

 

#9 Confere a informação importante

Pensa como um jornalista: tenta responder às questões fundadoras de uma peça informativa – Quem? O quê? Quando? Como? Porquê? Se sentires que alguma destas vertentes não está bem explicada, procura verificar a informação numa outra fonte.

 

#10 Procura elementos “estranhos”

O endereço de email termina em “.co”? São utilizadas palavras ou frases em maiúsculas? Erros gramaticais ou ortográficos? Imagens chocantes? Estes sinais devem fazer-te desconfiar da veracidade da informação.

 

Fontes: Ted-Ed Blog, Salon e IFLA.org

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