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Pedro Folque é diretor técnico da Eurocereal e trabalha há mais de 30 anos no setor da Alimentação Animal. À FORUM, descreve a realidade de quem trabalha nesta área cujo papel será essencial para responder aos desafios mundiais do futuro. Um campo que, pelas suas características “é muito atrativo para os jovens”, sublinha.

“Os meus clientes são os animais, não são os donos dos animais”, realça, a certa altura, Pedro Folque. A frase serviu para explicar o trabalho de um nutricionista na área da alimentação animal, alguém que “quase nunca está no escritório”. A vida profissional deste engenheiro é feita entre frequentes visitas a explorações, realça: “Faço mais de cinco mil quilómetros por semana”.

Devido a este contacto no terreno, para Pedro Folque, há um elemento essencial para quem quiser trabalhar nesta área: “tem de gostar de animais”. Grande parte do trabalho passa por entender de que forma a alimentação pode responder às necessidades dos mesmos, aumentando a eficácia dos processos. Por essa razão, “há uma relação pessoa-animal que é preciso desenvolver”.

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A resposta às necessidades específicas dos animais é, de resto, a principal base da nutrição de precisão. Uma técnica que, para além de ter impacto económico, tem ainda um papel a cumprir no bem-estar animal. “Podemos, a partir do desenho da alimentação, ajudar um animal a adaptar-se a um ambiente mais frio ou mais quente, por exemplo”, revela. 

Um campo de oportunidades

Ao longo dos mais de 30 anos de carreira, Pedro Folque acompanhou as “mudanças radicais do setor”. Hoje, garante, a alimentação animal está “mais evoluída cientificamente do que a alimentação humana”. O trabalho realizado é realmente de precisão e movimenta-se entre cadeias de aminoácidos, minerais ou ácidos gordos, com “um aprofundamento técnico e detalhe superiores”.

Esta complexificação traz consigo uma oportunidade para os jovens que pretendam trabalhar nesta área: a possibilidade de ser criativo e inovador. Por um lado, explica o engenheiro, dois nutricionistas diferentes “não encontram duas soluções iguais”, para resolver as necessidades de um animal. Por outro, há a possibilidade de trazer soluções tecnológicas inovadoras. Para dar um exemplo, Pedro Folque aponta para o telemóvel, mostrando-nos o funcionamento de uma aplicação que permite medir e acompanhar o crescimento dos animais.

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A inovação não só é bem-vinda como será obrigatória, no futuro. Desafios globais como o crescimento populacional, a desmedicalização ou as alterações climáticas terão de levar à criação de soluções mais eficientes. E deverão dar maior destaque a uma área, de alguma forma, invisível para o público em geral: “[O nosso trabalho] não aparece nos rótulos dos produtos. Mas os desafios do futuro vão obrigar a uma nova postura e a uma maior visibilidade para esta área”, conclui.

O que é a nutrição de precisão?

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a nutrição de precisão “garante que os requisitos alimentares dos animais estejam de acordo com a alimentação fornecida”. Este desenho da alimentação tem em conta as necessidades do animal e tem ainda impacto na sustentabilidade ecológica, uma vez que reduz “a liberação de substâncias químicas e patógenos no meio ambiente”.

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