O subsistema público de ensino superior politécnico apresenta uma elevada taxa de crescimento nos últimos 5 anos. De acordo com o mais recente conjunto de indicadores apurados pela Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), do ano letivo 2015/16 para o relativo a 2021/22 (primeiro semestre), o crescimento ao nível de estudantes inscritos superou os 28%, ao passo que, no patamar de diplomados, o incremento ultrapassou os 40%.

De acordo com Maria José Fernandes, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), esta realidade estatística “é reveladora da resiliência e da confiança no ensino superior politécnico, o que se traduziu num aumento crescente da procura por este subsistema nas últimas décadas”. Para o CCISP, os dados coligidos pela DGEEC permitem concluir que as instituições politécnicas estão numa fase muito relevante de afirmação plena e de elevado crescimento, tanto ao nível nacional como internacional.

Segundo a referida responsável do CCISP, a análise que resulta da estatística “espelha, inequivocamente, a maior atratividade dos Politécnicos”. Além da procura crescente pela formação politécnica, patenteada no Concurso Nacional de Acesso, os números da DGEEC evidenciam ainda um “forte crescimento” no número de estudantes internacionais, bem como a atração de inscritos em Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP).

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Os indicadores avançados permitem, na perspetiva de Maria José Fernandes, “constatar a qualidade das formações ministradas e a diversidade da oferta formativa do ensino superior politécnico”. Ou seja, nas palavras da presidente do CCISP, comprova-se que este subsistema responde “cabalmente aos desafios da sociedade e dos novos públicos”, ao mesmo tempo exibe uma “forte capacidade de cooperação com o tecido empresarial”.

No seguimento do que tem vindo a defender o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Maria José Fernandes entende que se “reveste do maior caráter de urgência”, primeiro, a alteração da designação de Politécnicos para Universidades Politécnicas, bem como, depois, a “possibilidade legal e formal dos seus membros outorgarem o grau de doutor” – uma dupla pretensão que, aliás, “viu-se reconhecida pela Assembleia da República Portuguesa em 24 de junho último, com expressa votação eximida por unanimidade à Iniciativa Legislativa” (de cidadãos) a respeito do tema.

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