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Depois de ter estado patente, durante mais de 10 meses, no Museu de Arte Popular, em Lisboa, a exposição retrospetiva dedicada ao artista holandês M. C. Escher está à tua espera no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

Construções impossíveis, com escadas que terminam no vazio ou que tanto sobem como descem. Animais e outros elementos da Natureza que se transformam gradualmente noutras espécies, com destaque para peixes, pássaros, lagartos ou folhas, e jogos de escalas. Estas são algumas das imagens de marca de Escher, aplicadas nas suas xilogravuras, litografias e meios-tons, que podem ser visualizadas nesta exposição. Mas atenção que Escher também ilustrou livros e desenhou tapeçarias, selos, postais e murais neles estampando os seus estudos sobre infinito, reflexo, simetria e perspetiva.

A mostra apresenta o intenso percurso criativo deste artista gráfico que, no seu trabalho cativante, combinou Arte e Matemática. Ao todo, são 135 as obras que ilustram esta desconcertante dinâmica, com destaque para Mão com Esfera Refletora (1935), Olho (1946), Três Mundos (1955) e Laço de União (1956).

O estilo deste criador cujas iniciais escondem o nome de Maurits Cornelis é sobejamente conhecido pelas repetições e tesselações que derivam em surpreendentes metamorfoses. A exposição mostra-nos como Escher foi muito influenciado pela longa temporada vivida em Itália e também pelo fascínio pelo Palácio da Alhambra, que visitou em Granada, em Espanha, durante a década de 1930.

A EscherMania

Muitas capas de álbuns de música pop são inspiradas nas suas ilusões de ótica, assim como muitos filmes, spots publicitários, trechos de música e obras de arte e arquitetura contemporâneas. Um poder de influência que é revisto na secção desta exposição dedicada à Eschermania. Hoje há todo um merchandising em torno do imaginário do artista nascido em 1898 e falecido 1972, em cujo traço se distinguem notas surrealistas, cubistas ou expressionistas.

escher metamorphose

Sob curadoria de Mark Valdhuisen, diretor da M.C. Escher Company, e de Frederico Guidiceandrea (especialista na obra deste original artista), esta exposição itinerante já correu a Europa e os EUA, tendo sido vista por mais de 3 milhões de pessoas. No Porto, ficará patente ao público até 28 de julho.

Na Alfândega do Porto, todos os grupos de adultos e escolas do Ensino Básico e Secundário que visitem a exposição (mediante reserva) até 31 de março terão um desconto no preço do bilhete (que oscila entre os 4 e os 13 euros) e que pode incluir um audioguia bastante útil.

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