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Uma turma da Escola Secundária Eça de Queirós, nos Olivais, aceitou o desafio de ser um dos projetos piloto, em Portugal, do UP2U – a iniciativa europeia que pretende “encurtar a distância entre os ensinos Secundário e Superior”. O trabalho destes alunos do curso profissional de Técnico de Multimédia centra-se na arte urbana em Lisboa. A FORUM acompanhou o momento da primeira entrevista a um dos criadores, Patel Ribeiro.

À medida que as estudantes vão preparando o equipamento para a entrevista, Sara confessa estar nervosa. No final do trabalho, contudo, “tudo acabou por correr bem”. Os nervos dão lugar à experiência. “Aprender fora da sala de aula e a fazer coisas concretas é mais fácil”, salienta a estudante, antes de acrescentar: “não ouvimos apenas, aqui aplicamos o que sabemos”.

A mesma ideia é salientada pela professora e coordenadora de curso, Elsa Mota. No âmbito deste projeto, os estudantes podem “sair da zona de conforto, para chegar à aprendizagem”. “A possibilidade de, no final, poderem dizer ‘eu fiz isto’ é também muito importante”, acrescenta a professora, nomeadamente numa área profissional em que o portfólio assume especial relevância.

IMG 1147Patel Ribeiro foi o primeiro artista a ser entrevistado.

O objetivo final do trabalho – a criação de uma plataforma multimédia sobre a arte urbana em Lisboa – obriga à divisão de tarefas entre os alunos da turma. Para além de fazer entrevistas, é necessário fazer contactos, editar imagens e vídeo ou desenhar o website, por exemplo. Acima de tudo, destaca Elsa Mota, “é necessário trabalhar em equipa”, o que também resultará no desenvolvimento de competências.

Estas são, precisamente, algumas das metas do projeto europeu UP2U. A metodologia prevê a integração de ambientes de aprendizagem dentro e fora da sala de aula, numa lógica de projetos transversais a várias disciplinas. Elsa Mota concorda que um projeto com estas características tem afinidades com o trabalho desenvolvido nos cursos profissionais, contudo, espera “que não fique por aí”, sobretudo “tendo em conta o projeto de flexibilidade curricular que está a ser implementado”. “O UP2U é uma boa oportunidade tendo em conta a transversalidade de disciplinas envolvidas”, reforça.


“Aprender fora da sala de aula e a fazer coisas concretas é mais fácil.
[Aqui] não ouvimos apenas, aplicamos o que sabemos"
Sara Saramago, Estudante

 

Foi ainda antes de o equipamento estar arrumado que Catarina Belchior descreveu a experiência no projeto até ao momento. “Está a ser interessante”, começou por realçar. Para além da possibilidade de conhecer um artista e a sua criação, a estudante destaca um sentimento partilhado pelos estudantes, neste início de trabalhos: “Já sentimos que estamos a aplicar o que aprendemos em sala de aula”.

IMG 1165Trabalho é realizado por alunos do curso profissional de Técnico de Multimédia. 

UP2U: Com o foco nos estudantes

Com um financiamento de 5 milhões de euros, no âmbito do Horizonte 2020, o UP2U é uma iniciativa que assenta na colaboração entre 18 parceiros de 12 países diferentes. Em Portugal, o projeto é coordenado pela Unidade de Computação Científica Nacional da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), em parceria com o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

“O objetivo passa por aumentar o ingresso no Ensino Superior e reduzir o abandono escolar, adaptando as tecnologias e metodologias de ensino às necessidades educativas do Século XXI”, destaca Nélson Dias, membro da equipa que coordena esta iniciativa.

Highlights de uma das internacionais europeias UP2U (Fonte: Educast)

Até ao momento, o UP2U conta com a adesão de oito escolas portuguesas, que se encontram a implementar projetos. Contudo, destaca Nélson Dias, “todas as escolas estão convidadas a participar”, alargando este número.

Para mais informações e contactos, os interessados deverão visitar o website: www.up2university.eu

Up2u

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