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Através do estudo em mobilidade ou a tempo inteiro, um pouco por todo o mundo, jovens cruzam fronteiras e descobrem novas culturas. Mas será que a experiência os satisfaz? Alguns estudos internacionais podem dar-te a resposta.

Se estás a considerar seguir uma aventura no estrangeiro, será sempre importante saber o que pensa quem já o fez antes de ti. Embora não existam duas experiências iguais, há vários pontos em comum entre muitas delas. Por essa razão, será do teu interesse conheceres, por exemplo, o grau de satisfação que os estudantes internacionais sentem, quais os aspetos que mais valorizam (e desvalorizam), bem como quais as competências que desenvolveram. 

Um inquérito realizado pela Study Portals. Um relatório de 2016 deste portal, a partir de um inquérito a 16 mil estudantes, avança que a avaliação global dos estudantes como “Muito Bom” (avaliação de 8,8, numa escala de 0 a 10), concluindo que “os estudantes estão muito satisfeitos com as suas experiências internacionais”.

O porquê da satisfação
Perante resultados gerais tão positivos, quais os motivos que sustentam esta satisfação? Um estudo de 2014, da mesma organização, coloca no topo das justificações os fatores “cidade e a cultura” e as “razões académicas” (com 25% das escolhas cada uma). Neste campo, em regra, os alunos em mobilidade (através do Programa Erasmus, por exemplo) preferem eleger fatores relacionados com o ambiente da cidade e o acolhimento. Por sua vez, os estudantes a tempo inteiro num país estrangeiro, preocupam-se mais com as razões académicas (nomeadamente, a estrutura, organização e flexibilidade do curso).

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Outras das razões evocadas para a satisfação com a experiência são “a vida social” (14%), “os serviços universitários” (11%) e o “desenvolvimento pessoal e profissional” (8%).

Embora em muito menor número, são ainda relatadas algumas razões para não se recomendar a experiência. Os estudantes que não se sentiram satisfeitos justificam a sua opinião com “razões académicas” (cursos e aulas sem organização), com a desilusão perante os “serviços universitários”(falta de qualidade das residências de estudantes, por exemplo) ou com o custo de vida.

O desenvolvimento de competências
Os resultados positivos também poderão ser explicados pelo sentimento de desenvolvimento pessoal. Relatórios como o E-vale-ate your Exchange (centrado nas experiências no âmbito do Programa Erasmus) confirmam que os estudantes sentem, em regra, “um crescimento em várias soft-skills” (ver gráfico): 91% sentem que a sua capacidade de adaptação melhorou e 93% afirmam que a sua consciência intercultural se tornou mais desenvolvida. Por outro lado, a maioria dos estudantes garante sentir-se mais flexível (87%), tolerante (78%) e com maior capacidade de resolver problemas (74%).

E os benefícios podem não ficar por aqui: alguns estudos, como o “Sobre os Benefícios Cognitivos da Experiência Cultural”, divulgado na publicação Psicologia Cognitiva Aplicada, argumentam que “estudar no estrangeiro apoia processos cognitivos complexos que estão na base do pensamento criativo”.

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