Nunca tantas pessoas estiveram tão ligadas entre si e, ao mesmo tempo, tão sós. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou recentemente que a solidão é uma preocupação global de saúde pública, associada a mais de 871 mil mortes por ano em todo o mundo, sendo que os adolescentes que passam mais de três horas por dia nas redes sociais enfrentam o dobro do risco de sintomas de ansiedade e depressão.

A pandemia de COVID-19 acelerou esta tendência: só no primeiro ano (2020), os episódios de perturbações de ansiedade e depressão aumentaram em cerca de 25% em todo o mundo; compreender o que está a acontecer às pessoas (e como ajudá-las) nunca foi, por isso, tão urgente.

É para este desafio que a Licenciatura Online em Psicologia da Universidade Europeia prepara os seus estudantes: trata-se de uma formação científica que cruza neurociências, psicologia social, avaliação e intervenção para dar resposta a problemas que já não cabem apenas no consultório, mas que atravessam escolas, empresas, famílias e o próprio espaço digital em que coexistimos.

Ansiedade, depressão e solidão: os números que definem o nosso tempo

A escala do problema está hoje bem documentada: segundo a OMS, cerca de 970 milhões de pessoas viviam com uma perturbação mental em 2019 (aproximadamente 1 em cada 8), sendo que apenas 1 em cada 3 com quadros mais graves recebe cuidados adequados.

A conta ao impacto económico também está feita: a OMS e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimam que a depressão e a ansiedade custam à economia global perto de 1 bilião de dólares por ano, sobretudo em dias de trabalho perdidos.

Portugal é o país mais afetado da União Europeia

Portugal integra este retrato de forma particularmente expressiva: de acordo com o relatório «State of Health in the EU», da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Comissão Europeia (CE), cerca de 22% da população portuguesa (mais de 2,2 milhões de pessoas) viviam com uma perturbação mental em 2019, o valor mais elevado da União Europeia (UE), face a uma média comunitária de 16,7%.

Entre os estudantes do Ensino Superior, um estudo da Universidade de Évora (elaborado junto de mais de 2000 pessoas de seis universidades) concluiu que 22,9% dos inquiridos tinham sido diagnosticados com uma doença mental (quase metade já depois da pandemia).

Em 2025, o consumo de psicofármacos atingiu o valor mais alto da última década (quase 29,4 milhões de embalagens, segundo o Infarmed), com a venda de antidepressivos a crescer 82% em 10 anos.

Um país com muita procura, mas pouca oferta profissional

Esta procura crescente colide com uma oferta de cuidados ainda limitada: a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) conta com mais de 28 mil profissionais inscritos, mas apenas cerca de 1200 exercem atividade no Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre cuidados primários, hospitais e projetos públicos.

A bastonária da Ordem, Sofia Ramalho, alerta que este número é claramente insuficiente para uma população de 11,5 milhões, com utentes a esperarem até seis meses por uma primeira consulta no SNS.

A Ordem defende um rácio mínimo de 1 psicólogo por cada 5000 utentes e pede a contratação de pelo menos 300 novos profissionais. É este desequilíbrio entre necessidade e resposta que torna a formação de novos psicólogos com rigor científico e ética profissional uma prioridade para o país.

O que dizem a OMS e a OPP

Para a OMS, investir em saúde mental é investir em pessoas, comunidades e economias, um investimento a que nenhum país pode dar-se ao luxo de adiar, dada a dimensão do desafio que representa transformar os serviços de saúde mental à escala global.

A OPP insiste numa ideia semelhante: há muito que se discute quanto custa investir em saúde, mas raramente se pergunta quanto custa não o fazer.

Em documentos institucionais sobre o papel da profissão, a Ordem descreve o psicólogo como “um agente de mudança essencial numa sociedade que, perante o peso crescente de problemas ligados a comportamentos e estilos de vida, precisa cada vez mais de compreender (e não apenas tratar) o sofrimento psicológico”.

A Licenciatura Online em Psicologia da Universidade Europeia como resposta a um problema com um histórico demasiado longo

É precisamente para formar esta nova geração de profissionais que a Universidade Europeia oferece a Licenciatura Online em Psicologia, com início em outubro de 2026.

O curso tem a duração de três anos letivos (em seis semestres, equivalentes a 180 ECTS), com um modelo pensado para quem concilia os estudos com uma vida profissional ativa.

As aulas decorrem em regime pós-laboral e ficam sempre disponíveis em vídeo, mas a formação inclui também uma componente presencial obrigatória, de três em três semanas, no Campus de Carnide, em Lisboa, com acesso aos laboratórios de Psicologia e ao Centro de Simulação da Universidade.

Plano de estudos e percurso profissional

O plano de estudos percorre os fundamentos (História da Psicologia, Neurociências, Psicologia Cognitiva e do Desenvolvimento) até às áreas de intervenção, como a Psicologia Clínica e da Saúde, Organizacional, Educacional e Forense, passando por uma unidade curricular dedicada à Psicologia na Era Digital, que se liga diretamente à forma como a tecnologia molda o comportamento e o bem-estar.

No final, a licenciatura abre caminho ao mestrado e, com este, ao estágio tutelado pela OPP (o Ano Profissional Júnior – APJ), etapa necessária à obtenção do título de psicólogo/a. Para quem interrompeu os estudos há mais tempo, existe ainda o regime de acesso para maiores de 23 anos.

Se os números confirmam alguma coisa, é que compreender o comportamento humano não consiste num mero exercício académico distante; pelo contrário, trata-se de uma competência de que Portugal precisa urgentemente em mais consultórios, escolas e organizações.

É a essa procura que a Licenciatura Online em Psicologia da Universidade Europeia pretende responder, sem exigir a quem já trabalha que escolha entre a vida profissional e a formação que pode mudar o seu rumo.