#1 Utiliza palavras-passe fortes e únicas

Uma palavra-passe longa e complexa é a tua primeira linha de defesa online. Por essa razão, evita utilizar informações pessoais como nomes ou datas. O ideal é utilizares uma palavra-passe única para cada conta importante.
O Centro Nacional de Cibersegurança recomenda que a palavra-passe tenha pelo menos 12 caracteres, sugerindo a utilização de abreviaturas, versos de músicas ou poemas ou até citações de um filme.
#2 Revê e limita as permissões das aplicações

As aplicações que utilizas podem pedir acesso a certas funcionalidades do teu dispositivo como câmara, microfone, localização ou contactos, por exemplo. Deves sempre avaliar se esse acesso é justificável pelas características da aplicação.
Uma app de música, por exemplo, não necessita de acesso à tua câmara, tal como uma aplicação de fotografia não precisa de acesso ao teu microfone. Avalia sempre as tuas opções, prezando a tua privacidade.
#3 Ajusta as definições de privacidade

É possível limitar quem pode ver as tuas publicações, informações de perfil ou a lista de seguidores. Esta é uma forma de controlares a tua pegada digital, dificultando que a informação que partilhas chegue a cibercriminosos. Deves rever estas definições com regularidade, uma vez que, por vezes, as plataformas podem alterá-las sem um aviso prévio.
#4 Ativa autenticação de dois fatores

Ativar a autenticação de dois fatores (2FA) significa criar uma nova camada de segurança. Em termos práticos, significa que mesmo que alguém consiga a tua palavra-passe, não conseguirá entrar na tua conta sem uma verificação adicional, como sms, email ou dados biométricos. Existe uma redução significativa do risco de intrusão associada a esta solução, na ordem dos 50%.
#5 Atualiza sempre aplicações e dispositivos

Este é um passo essencial para que os teus dispositivos possam proteger da melhor forma os teus dados pessoais e aumentar os níveis de cibersegurança. A cada atualização, são realizadas alterações que resolvem vulnerabilidades presentes nas aplicações e sistemas operativos. Essas vulnerabilidades são falhas de segurança que podem ser usadas para entrar nos sistemas desatualizados.
#6 Controla as sessões abertas e os dispositivos ligados

Depois de utilizares uma aplicação, fazes sempre logout? Sessões iniciadas são portas abertas, o que é ainda mais crítico se for num dispositivo partilhado como o computador da escola ou o telefone de um amigo (sim, acontece!).
Uma forma de reduzires os riscos de cibercrime passa por analisares os vários logins realizados, desligando aqueles que sejam suspeitos ou que estejam simplesmente esquecidos. Ativa também os alertas de início de sessão. Se cada login é uma porta aberta para a tua conta, trancares as portas é a melhor forma de impedires entradas indesejadas.
#7 Cria contas independentes e evita o login social

O login social permite-te iniciar sessão numa app utilizando uma conta de outra plataforma como o Google ou Facebook, por exemplo. Esta é uma prática com vários riscos de cibersegurança associados, uma vez que estás a criar uma vulnerabilidade central – se alguém conseguir entrar nessa conta “primária”, terá acesso a todas as aplicações conectadas. Por essa razão, é sempre uma boa prática criar contas independentes nas várias plataformas que utilizas.
#8 Verifica a autenticidade de perfis (e reporta)

De acordo com dados oficiais, o TikTok remove, anualmente, mil milhões de contas falsas. No caso do Facebook, esse valor sobe para os 4.5 mil milhões. Isto significa que existe uma probabilidade significativa de te cruzares com contas falsas quando utilizas redes sociais e algumas podem até ser duplicações de contas de familiares ou amigos!
Analisa sempre o conteúdo partilhado e o contexto, e não dês dados pessoais, nem transfiras dinheiro. Na dúvida, liga à pessoa ou fala com ela noutro chat para confirmar a identidade. Caso sintas que se trata de uma conta falsa, reporta à plataforma que estás a utilizar.
#9 Analisa criticamente todo o conteúdo

No final de 2025, pela primeira vez, o tráfego gerado online por bots ultrapassou o realizado por humanos. Neste contexto, é muito importante que não aceites passivamente todo o conteúdo como verdadeiro. A Unicef partilha um conjunto de conselhos sobre como o fazer: para além de avaliar sempre a credibilidade das fontes utilizadas, é importante encontrar especialistas reconhecidos na sua área e diversificar as fontes de informação a que recorres.
#10 Pensa antes de partilhar (e clicar)
Clicar num link é mais complexo do que possa parecer. Ao abrires uma nova ligação, podes estar a visitar uma página maliciosa que pode ter como objetivo recolher informação pessoal ou fazer download automático de malware para o teu dispositivo.
Da mesma forma, pensa sempre antes de partilhares informação. Para além de poderes partilhar dados importantes como a tua localização, hábitos ou outros detalhes, existem, por exemplo, desafios virais e tendências que podem ter como objetivo recolher informação pessoal.






