De próteses impressas em 3D a algoritmos que ajudam a combater incêndios urbanos, passando por moda mais sustentável e pela recuperação de obras de Paula Rego. São mulheres que estão à frente de alguns dos projetos mais inovadores da NOVA FCT. Conhece aqui 6 exemplos.


#1 Paula Videira. O anticorpo que distingue células cancerígenas


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Distinguir com precisão células cancerígenas de tecido saudável é um dos maiores desafios da oncologia. Paula Videira, investigadora em Glicobiologia, professora na NOVA FCT e diretora da unidade de investigação UCIBIO, desenvolveu com a sua equipa o L2A5, um anticorpo altamente específico capaz de reconhecer assinaturas moleculares presentes em células tumorais, mas ausentes no tecido saudável.

Ao identificar moléculas de açúcar associadas a tumores com uma precisão sem precedentes, a invenção abre novas possibilidades para diagnósticos mais seletivos e terapias contra o cancro. Por este trabalho, Paula Videira e a sua equipa foram selecionadas como finalistas na categoria "Research" do Prémio Inventor Europeu 2026.

Paula Videira lidera ainda o UCIBIO na conceção do NOVA_i4SF, o primeiro Centro de Excelência da Europa dedicado à redução do impacto ambiental dos fármacos, e foi uma das investigadoras homenageadas na 5.ª edição do livro Mulheres na Ciência, da Ciência Viva.

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#2 Cláudia Quaresma. Próteses impressas à medida de cada pessoa

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E se um dispositivo médico pudesse ser desenhado especificamente para o teu corpo? É essa a proposta do 3D Printing Center for Health, projeto liderado por Cláudia Quaresma, professora e investigadora do Departamento de Física da NOVA FCT.

Criado em colaboração com os centros LIBPhys e UNIDEMI e com o FCT FabLab, este centro sem fins lucrativos desenvolve próteses, ortóteses e dispositivos de apoio personalizados através de impressão 3D, já tendo apoiado mais de 78 pacientes e nove serviços hospitalares diferentes.

"Ao colocar as pessoas em primeiro lugar, o 3D Printing Center for Health impulsiona a inovação no design de dispositivos personalizados, promovendo a acessibilidade e a inclusão", explica Cláudia Quaresma.

O projeto foi um dos vencedores do prémio NOVA Research Impact Narratives & Award, na categoria "Responsabilidade Social".

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#3 Paula Nabais. Receitas de tingimento do século XV para uma moda mais sustentável


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Tingir roupa com as mesmas técnicas usadas há 500 anos. É essa a missão do projeto SCARLET, liderado por Paula Nabais, investigadora do Departamento de Conservação e Restauro (DCR) e do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV) da NOVA FCT.

Com uma Bolsa ERC Starting de cerca de 1,5 milhões de euros, a investigadora vai recuperar receitas históricas de tingimento têxtil dos séculos XV a XVIII, usando corantes naturais como a garança, o pastel ou a cochinilha e adaptá-las às exigências da indústria têxtil contemporânea.

"Recuperar receitas históricas para criar soluções sustentáveis no presente. É esta a missão do SCARLET", explica Paula Nabais, que fez toda a sua formação académica, da licenciatura ao doutoramento, na NOVA FCT.

O projeto vai ainda criar uma plataforma online com as receitas históricas adaptadas a métodos contemporâneos, para capacitar designers, artistas e a própria indústria têxtil.

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#4 Investigadoras do DCR. Ciência ao serviço da arte de Paula Rego

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Como se restaura, com rigor científico, a obra de uma das maiores artistas portuguesas? As investigadoras Sara Babo e Laura Bacalhau, do Departamento de Conservação e Restauro (DCR) da NOVA FCT, participaram no primeiro estudo técnico e restauro de uma obra de Paula Rego, que resultou agora numa exposição.

O trabalho combina técnicas como a reflectografia de infravermelho, a micro-Raman e a micro-FTIR para identificar pigmentos, materiais e o próprio processo criativo da artista, permitindo tomar decisões de conservação fundamentadas ao detalhe atómico e molecular.

Este tipo de investigação, que junta Química, Física e História da Arte, é uma marca do DCR da NOVA FCT, onde investigadoras têm vindo a desenvolver estudos semelhantes sobre outros artistas portugueses, contribuindo para a preservação do património cultural nacional.

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#5 Maria Luísa Sousa. A história esquecida das bicicletas em Lisboa

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O Hi-BicLab, o Laboratório de História para as Mobilidades Urbanas Sustentáveis, coordenado por Luísa Sousa, investigadora do CIUHCT da NOVA FCT, tenta aprofundar o passado de Lisboa enquanto cidade ciclável, para ajudar a construir o seu futuro.

O projeto investigou mais de um século de história da bicicleta em Lisboa, combinando fontes históricas, fotografias de arquivo, workshops e passeios pela cidade com quem hoje anda de bicicleta, para perceber que fatores travaram e ainda travam o desenvolvimento de uma mobilidade ciclável consistente na capital.

O trabalho, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, resultou no livro Cycling Cities: The Lisbon Experience e envolveu equipas da Universidade de Lisboa e da Universidade de Aveiro.

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#6 Rita Barbosa. A app que "desconfia" de chamadas telefónicas


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E se uma aplicação conseguisse identificar uma burla telefónica em apenas dois segundos, antes mesmo de a chamada chegar a tocar? É essa a proposta do Guardião, criado por Rita Barbosa, de 24 anos, diplomada da licenciatura em Engenharia Informática da NOVA FCT e atualmente a fazer mestrado em Inteligência Artificial na Universidade Técnica de Hamburgo.

A ideia nasceu de uma história muito pessoal: a avó de Rita foi vítima de uma burla que lhe custou entre 3 mil e 4 mil euros, e passou a ter medo de usar o telemóvel. "Em vez de ensinar os idosos a desconfiar, criámos algo que desconfia por eles", explica a investigadora.

O Guardião tem um agente de inteligência artificial que analisa chamadas e mensagens em tempo real e, ao detetar um padrão de burla, bloqueia o contacto automaticamente, sem que o utilizador tenha de fazer seja o que for. Todo o processamento acontece no próprio telemóvel, sem envio de dados para servidores externos.

O projeto, desenvolvido em apenas 48 horas, venceu o maior hackathon europeu de Inteligência Artificial (450 participantes de 48 países) e já conta com parceria com a PSP e mais de 6 mil pessoas em lista de espera.

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