#5 Lusitânia Expresso, 1992

A missão do Lusitânia-Expresso até pode parecer simples: transportar cerca de 120 estudantes de 23 países até Dili, em Timor-Leste. O objetivo era homenagear o povo timorense, colocando uma coroa de flores no Cemitério de Santa Cruz – local onde as forças militares indonésias haviam, 78 dias antes, assassinado 201 timorenses.

A viagem, contudo, seria interrompida. Perto das águas territoriais de Timor, duas fragatas de guerra rodearam o navio português. Mais tarde, os canhões das fragatas seriam mesmo levantados, num claro sinal de hostilidade. 

 

Lusitânia Expresso. A aventura mais longínqua da Forum Estudante

Navegar mais de 17.000 quilómetros até Timor, num velho ferry-boat, com estudantes de 23 países a bordo. E ser intercetado por três fragatas de guerra, ameaçado, obrigado a recuar. No final, cumprir a missão, alertando o Mundo para a situação dramática vivida pelo povo timorense. "Parece mentira" mas não o é.

 


As flores seriam atiradas ao mar. “Para o mar que as levará até Timor”, disse então o Diretor e hoje CEO da Forum Estudante, Rui Marques, aos restantes tripulantes. “Não chegámos a Timor mas cumprimos a nossa missão”, acrescentou: “colocar Timor na agenda internacional”. 

 

A liberdade do povo timorense chegaria dez anos depois, a 20 de maio de 2002.

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